Fala Produtor - Mensagem
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Dalzir Vitoria Uberlândia - MG 25/12/2017 16:52
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Luiz Antonio Lorenzoni
Campo Novo do Parecis - MT
Pois é Dalzir, aqui no MT, quando em 2012 a comissão de defesa vegetal do MAPA, composta na época por 12 "iluminados deuses do olimpo", decidiram pela proibição do cultivo da safrinha de soja, escrevi:
"Proibir o plantio de "soja safrinha" é a mais fácil e cômoda posição e penso que esta sim logo ali na frente a mais perversa para toda a cadeia do agronegócio. Diria, sabe-se como começa a proibição, não se sabe como termina. Hoje proibiríamos o plantio da soja safrinha, amanhã a do algodão? Do milho? Ou do girassol? A proibição da "soja safrinha" seria apenas de soja sobre soja, ou de soja sobre arroz ou milho? Neste caso, qual o "argumento técnico"? Tudo indica que a "ideia luminosa" será proibir o plantio de soja após dezembro e/ou antecipar o vazio sanitário. Em minha opinião as duas hipóteses são autoritárias, de pouca eficácia e tecnicamente duvidosas. Senão vejamos: como produtores podem plantar arroz ou milho superprecoce, colher em dezembro e plantar soja, tecnicamente isso é possível, mas com a proibição de plantio em dezembro essa possibilidade deixa de existir. Antecipando-se o vazio sanitário, imaginemos de 15/06 para 15/05, mas não se proibindo o plantio após dezembro, há a possibilidade de plantio de soja até início de janeiro e colher antes de 15/05. Solução: antecipar ainda mais o início do vazio sanitário. Tudo indica que os "deuses do olimpo" proporão proibir o plantio de soja após dezembro e antecipar o vazio sanitário. Mas isso repercutirá em toda as culturas de safrinha. Tecnicamente, recomenda-se controlar as plantas daninhas ou tigueras quando estas causem um dano igual ou maior ao seu custo de controle, exceto em caso de medida fitossanitária (que seria o caso). Assim, aumentaríamos imediatamente o custo de todas as culturas cultivadas em resteva de soja. Como os controles dificilmente atingem eficiência de 100%, o produtor passaria a ter alto risco de multa ou destruição de cultivos o que acarretaria sérios prejuízos ao produtor, a cadeia do agronegócio e ao Estado. A ocorrência da ferrugem tem mais de 10 anos, é obvio que as moléculas apresentem resistência, ou melhor, tenham selecionados indivíduos resistentes, mas estas mesmas moléculas muitas vezes são usadas nas culturas de safrinha de algodão, milho, girassol e feijão com plantas tigueras de soja, a indução continuará. Com estes argumentos, em breve, com o intuito de "salvar a soja" estaremos proibindo todas as safrinhas em resteva de soja. Em outras palavras, para "salvar a soja" matamos os produtores. Não existe solução simples, para problemas complexos. E na minha opinião, a proibição é a medida mais simples". Você pode imaginar o "bombardeio" que sofri. Passados todos estes anos, continuo pensando que tomou-se uma medida fitossanitária, não em benefício dos produtores, mas, em benefício de um grupo de produtores...
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LAURICIO RIBEIRO DE MORAES
Tangara da Serra - MT
Este espaço é democrático e, portanto, deve-se respeitar todas opiniões. Mas o Sr Dalzir Vitória, da nossa querida Uberlândia, (sempre acompanho em seus comentários) está sendo bastante injusto e parece que desconhece o tema e a gravidade do assunto "Ferrugem Asiática"... Não sei se teve a ingrata oportunidade de vivenciar o problema da Ferrugem Asiática da Soja (FAS) em 2002/2003 onde praticamente todas as lavouras do BR foram reduzidas a pó devido a esse fungo..., quem salvou a agricultura Brasileira foram os pesquisadores e os próprios agricultores. Soja no BR vive dois momentos bastante distintos, o antes e o depois da FAS. A pesquisa de produção ligada ao melhoramento genético desenvolveu cultivares de ciclo cada vez mais precoces não somente para permitir o plantio da segunda safra, mas sim também para exercer uma das mais eficazes práticas da Fitopatologia que é a EVASÃO, quanto menos tempo a cultura ficar exposta menor será a agressividade do fungo. Em condições de epidemia não há alternativas de controle, veja o PR com 14 casos registrados de FAS, imagina os que não estão registrados quantos são!! FAS é problema de todos, Agricultores, Pesquisadores, Empresas de R&D, onde ações conjuntas tem que ser tomadas permitindo a todos a permanência na atividade. Está na hora de todas as instituições ligadas ao Agronegócio deixar de jogar pra torcida e realmente encarar de frente o problema da FAS. No tocante aos (pesquisadores que deveriam pesquisar mais) foi de uma maldade sem tamanho, o que os pesquisadores (Dr. Forcelini, PhD. Balardin, Dr. Madalosso, Dr. Hercules, Dr. Carregal, Dr. Juliatti) irão pensar ao verem esta citação maldosa? Lembro que todos estão recomendando ao mesmo tempo as boas práticas de manejo da FAS. Inclusive com aval do FRAC-BR,
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carlo meloni
sao paulo - SP
Sr LAURICIO, acho que todas as pessoas envolvidas nessa polemica, pensando mais calmamente nao vao endossar ofensas aos citados pesquisadores... Nao Merecem pois e' um trabalho que tenta ajudar os agricultores brasileiros em geral... Entendo que a irritaçao do sr DALZIR e LUIZ ANTONIO e' mais contra as pessoas que tranformam sugestoes de boas praticas em leis obrigatorias ----Sr Lauricio lei sobre o plantio e' com certeza uma loucura total---Tudo aquilo que se diz e se faz de forma generalizada , nunca pode ser tranformada em algo obrigatorio porque com certeza absoluta fere as varias particularidades existentes---- Eu aprendi que tudo aquilo que se expressa em numeros redondos e' 99% fruto de CHUTE-----Tranformar o CHUTE em lei e' a maior loucura que a gente possa assistir-----Acredito que ninguem desmereceu os doutores citados naquilo que eles sao muito bons ,,,nas pesquisas ,,,,-----Existe muita diferença entre o TEORICO e o PRATICO-----O TEORICO nao tem bagagem para decidir sozinho sobre NORMAS PRATICAS portanto eu acho que os senhores doutores precisam ter um pouco de humildade na hora de botar as coisas na pratica NADA DE CHUTE viu!!
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carlo meloni
sao paulo - SP
Sr LAURICIO, a lei deveria ter sido elaborada na forma de sugestoes de boas praticas informando temperaturas e humidade perigosas quem for pego com ferrugem em plantio realizado em desacordo com as sugestoes da lei leva multa---No Brasil existem uma infinidades de microregioes de clima diferente entao nao se pode agrupar todo mundo do mesmo jeito--
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Luiz Antonio Lorenzoni
Campo Novo do Parecis - MT
Estes pesquisadores deveriam falar menos e pesquisar mais... com dados..fatos..números que provam o que dizem... vejamos: a) qualquer burro sabe que se não plantar não dá doença. B)os fungos tem data de validade...15 de janeiro....me desculpe o incompetente pesquisador...os 15 dias não interferem no processo... caso o pesquisador não concorde, que apresente abaixo um estudo cientifico do assunto provando o que fala... e não aquilo que pensa... c) o Paraná tem clima de MS..SP...e clima do planalto catarinense... portanto situações diferentes em Guarapuava..palmas...pato branco..de cascavel...palotina...e de Maringá...isto o pesquisador não cita..só o que pensa..mais uma vez os pesquisadores junto com técnicos que nao sabem o equilíbrio entre grau de risco...custo..e lucro..dão palpites e fazem leis ..engessam a atividade rural em nome de sua incompetência técnica e gerencial e fazem o agricultor um boneco com suas extrovertidas e erradas descisoes...quer quebrar um negocio...Dêem condição de plantar ao produtor em qualquer época que o clima permitir...restringindo me deculpe você que deveria dar a solução esta apresentando o atestado de um grande incompetente...não plantar é recomendação de qualquer ignorante e você se diz especialista?????