DA REDAÇÃO: Chapadão do Sul (MS) tem chuvas, mas quebra já é confirmada e pragas atacam lavouras

Safra 2011/2012: Chapadão do Sul recebe chuvas que melhoram condições das lavouras, mas região já tem quebra confirmada de no mínimo 15%. Lagartas atacam lavouras de soja e de milho transgênico, com isso, gastos com insumos aumentam em até 5%.
Publicado em 03/01/2012 10:01 | Atualizado em 03/01/2012 12:03
A região de Chapadão do Sul (MS) recebeu na última semana entre 30mm e 70mm de chuvas. Com isso, a situação que estava crítica em algumas localidades apresentou recuperação e a soja pode voltar a encher os grãos. De acordo com Rudimar Borgelt, presidente do Sindicato Rural de Chapadão do Sul, a chuva também ajudou no combate às pragas que estavam tomando conta das lavouras.  “Até pela situação do clima, aumentou muito a incidência das lagartas nas lavouras. Assim, o produtor teve que aplicar mais produtos químicos. Antes eram necessárias duas aplicações e, esse ano, serão necessárias de quatro a cinco aplicações e isso vai encarecer o custo para o produtor."

Além de atacar a soja, as lagartas também atacaram as lavouras de milho de verão, inclusive o milho transgênico, que era considerado resistente a lagarta-do-cartucho. “Encontramos até quatro lagartas no mesmo pé de milho”, conta Borgelt.

Segundo explicação do presidente do Sindicato, o ataque de novas espécies de lagartas, como a lagarta-da-maçã e a falsa-medideira, aumenta em até 4% o custo total das lavouras. “A cada ano o produtor está tendo que custear mais a lavoura, devido às mudanças de variedades da soja, pois algumas variedades são mais atacadas que outras.”

Apesar das chuvas recentes, entre 15% e 20% da soja plantada na Região já está perdida. “As primeiras sojas plantadas tiveram dificuldades por causa das chuvas e já estão no enchimento de grãos; das últimas sojas plantadas, muitas morreram nas lavouras, o que afetou o estande de plantio do produtor e alguns plantios tardios tiveram problemas até de germinação, pois as chuvas foram insuficientes,” explica Borgelt. 

Para concluir, Borgelt enfatiza que “a esperança do produtor na região é que chova nos próximos dias e que o Governo possa olhar o produtor não como quem destrói, mas como produtor preocupado em produzir alimentos sadios e com custo menor para a mesa, acessível a todas as classes sociais.”

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