Seca na América do Sul e frio intenso no leste europeu impulsionam grãos em Chicago
Uma junção de problemas climáticos ao redor do mundo e mais a euforia do mercado financeiro são os principais fatores de altas das cotações nesta quarta-feira. Entre eles, as perdas registradas na América do Sul por conta da estiagem é o mais importante, como explica o analista de mercado Steve Cachia, da Cerealpar.
Mas, o frio intenso em importantes regiões produtoras do Leste Europeu também tem movimentado bastante o mercado, já que deve ocasionar uma severa quebra na safra europeia. Com esse cenário, o vencimento março/12, operava a US$ 6,77 por bushel, com alta de 11 pontos. Já o setembro/12, já superava os US$ 7, subindo 5,75 pontos, às 14h (horário de Brasília).
"Ainda é muito cedo para calcular perdas, até porque a previsão é de que esse clima extremamente frio continue nos próximos dias. Sem dúvidas, na próxima semana vamos começar a conhecer a magnitude desse problema", diz Cachia.
A expectativa agora é de que esses fundamentos climáticos permitam que o mercado de grãos retomem sua tendência altista. "Mas é bom alertar que o mercado não tem garantia nenhuma em função da questão econômica, volta e meia os fundos vão realizar lucros e isso pode ter um efeito negativo nos preços", afirma o analista.
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