DA REDAÇÃO: Rebaixamento da Moody´s afeta pouco a soja em Chicago

Grãos: Agência de classificação de risco Moody´s rebaixa nota de crédito de seis países da Europa e deixa mercado na defensiva nesta terça-feira. Frio intenso em áreas produtoras do continente já causa quebra estimada em 15% da safra de trigo e dificulta procedimentos de logística em regiões mais afetadas.
Publicado em 14/02/2012 12:27 | Atualizado em 14/02/2012 16:20
O rebaixamento pela agência de avaliação Moody´s das notas da Itália, Portugal e Espanha nesta segunda-feira (13), afetou a psicologia de aversão ao risco do investidor, mas não causou um impacto tão negativo nos preços da soja na Bolsa de Chicago. “A gente está vendo que o impacto não foi tão negativo, a queda hoje está sendo mínima”, diz Steve Cachia, analista de mercado.

No caso da soja e do milho, a expectativa é que os fundamentos prevaleçam em detrimento de outros fatores. Atualmente na República de Malta, Cachia vê de perto questões climáticas como o frio que castiga, há algumas semanas, não somente o norte da Europa, como também o sul desse continente.

Em países europeus com produção de trigo como Alemanha, Polônia, Ucrânia e Rússia, os agrônomos ainda não são capazes de calcular as perdas efetivas, mas já estimam uma quebra de 10 a 15% na safra.

Conferência da ONU – No Congresso Mundial de Grãos que será em Dubai na próxima semana, Steve Cachia pretende ressaltar o papel do Brasil na oferta mundial de alimentos. Esse ponto será importante, pois, passada a crise e com crescimento populacional, o mundo voltará a falar em segurança alimentar.

Milho – A FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) anunciou que a China deverá importar este ano 4,5 milhões de toneladas de milho, uma alta de 3,5 milhões de toneladas em comparação com 2011. Embora a demanda na China esteja crescendo, esse volume ainda é baixo perto do que os Estados Unidos vão produzir. “Mas é bom indicativo de que o mundo está comprando milho”, afirma.

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