DA REDAÇÃO: Semana é marcada por aumento de demanda por soja dos Estados Unidos

Grãos: Cotações em alta na Bolsa de Chicago com alívio do mercado financeiro, clima adverso na América do Sul e demanda sustentada. USDA reporta compras da China de 116 mil toneladas de soja. País tende a manter as importações em bom ritmo em 2012.
Publicado em 15/02/2012 12:27 | Atualizado em 15/02/2012 16:45
Pelo terceiro dia consecutivo, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga vendas de soja norte-americana. Nesta quarta-feira (15), o volume exportado foi de 116 mil toneladas para China. Nos dias anteriores, porém, as vendas de oleaginosa foram para um país não identificado, mas que acredita-se que também seja a China.

Esse aumento de demanda, combinado a outros fatores já conhecidos pelos investidores, ajuda a manter a tendência de alta da soja na Bolsa de Chicago. Entre tais fatores, estão a melhora do mercado financeiro e o clima do Brasil, para o qual estão previstos de cinco a sete dias de chuvas irregulares no sul, além de muita precipitação no Mato Grosso. Nesse último, a condição climática atrapalharia a colheita, apesar de a mesma já ter passado dos 24%.

Seguindo a onda de otimismo, uma visita da comitiva chinesa aos Estados Unidos trouxe rumores de que o país oriental estaria assinando um grande acordo bilateral com os EUA. A partir dele, estariam sendo negociadas de 10 a 12 milhões de toneladas de soja. No entanto, isso não se traduziria em compras maiores do que as normais, apenas garantiria a quantidade mínima, o que já ajudaria na sustentação de preços.

Com o retorno gradativo dos fundos à soja, espera-se um movimento altista, sem que isso signifique que os preços permaneçam em alta por muito tempo, haja vista a grande quantidade de soja que será ofertada pelos países produtores durante o mesmo período. Pensando nisso, Daniel D Avilla, analista de mercado da New Edge, recomenda que o produtor não segure seu produto: “é muito conveniente para o produtor começar a vender bem, porque eu não acredito que os preços possam ficar fortes por muito tempo”, diz.

Previsão de safra - Embora evidentes para os produtores, as estimativas de perdas sul-americanas continuam conservadoras para agências internacionais como a alemã Oil World. Nesta quarta-feira (15), ela previu uma safra de 69,50 milhões de toneladas para o Brasil, semelhante ao que já havia estimado a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). Para o Paraguai, houve uma redução de seis para 4,6 milhões e a agência trouxe uma leve alta para a Argentina, de 46,5 milhões para 47.

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