DA REDAÇÃO: Expectativas da safra na América do Sul derrubam vencimentos mais longos em Chicago

Soja: diferença entre os contratos mais curtos e os de mais longo prazo aumenta na Bolsa de Chicago , indicando que o mercado já aposta numa grande safra na América do Sul. Produtores brasileiros devem aproveitar os atuais preços para negociar parte da safra.
Publicado em 19/07/2012 17:10 | Atualizado em 19/07/2012 18:08
Nesta quinta-feira (19) o mercado de Commodities Agrícolas encerrou de em campo misto na Bolsa de Chicago. Os contratos mais próximos fecharam com mais de 40 pontos de alta, em função da deterioração das lavouras norte-americanas, ocasionadas pela seca que assola o país e também porque são poucos os produtores que ainda possuem oleaginosa para comercializar.  

Já os contratos mais longos trabalharam em queda, como é caso do vencimento março 2013 que encerrou com 22 pontos de queda. Segundo o consultor da FCStone, Glauco Monte, essa situação reflete a expectativa do mercado em relação à safra na América do Sul. No Brasil, a estimativa é que a safra da oleaginosa ultrapasse 80 milhões de toneladas.

Ainda de acordo com o consultor, os contratos poderão trabalhar de maneira diferente nas próximas semanas, uma vez que, não há produto suficiente e o mercado precisa conter a demanda. “E para conter a demanda, precisamos subir os contratos mais próximos e tentar formar estoques futuros, para aliviar a situação do mercado”, explicou Monte.

“Quem conseguir adiantar as vendas, será excelente, com certeza os contratos mais próximos irão trabalhar em alta. As altas cotações trarão uma boa rentabilidade para os produtores”, orientou o consultor.

No mercado interno, a soja foi comercializada a R$ 83,00 no Porto de Paranaguá e R$ 80,00 no Porto de Rio Grande.
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