Soja: Negócios para a safra nova começam a perder força nos portos brasileiros
Publicado em 20/07/2012 11:54
| Atualizado em 20/07/2012 14:05
Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago continuam se valorizando. Nesta sexta-feira (20), as posições de curto prazo sobem pouco mais de 30 pontos na Bolsa de Chicago. O vencimento que sobe menos, porém, é o março/13, que, por volta das 10h40 (horário de Brasília) tinha alta de 14 pontos e era cotado a US$ 15,40 por bushel.
Essa diferença entre os contratos agosto/12 e março/13 está aumentando. Enquanto o primeiro já supera os US$ 17, o segundo não chega aos US$ 16. De acordo com o consultor de mercado Glauco Monte, da FCStone, essa diferença é reflexo das boas expectativas do mercado em relação à nova safra 2012/13 da América do Sul.
"Os contratos mais curtos trabalham de uma forma diferente dos contratos da safra nova porque estão diante de uma situação em que não há produto e é preciso conter a demanda. E para conter a demanda, precisamos subir os contratos mais próximos e tentar formar estoques futuros, para aliviar a situação do mercado", explicou.
Esse preços menores para as posições de longo prazo que se referem à nova safra sulamericana já refletem nos valores no mercado interno brasileiro. "Esses aumentos da soja não estão nos ajudando em nada no momento, não há mais nada, porque não temos mais nada para vender da safra já colhida e o spread entre a nova safra norte-americana e a nossa futura está cada vez maior", disse o diretor da Centrogrãos, João Birkhan.
Nos portos brasileiros, os preços para a soja da safra nova já estão perdendo força. Nesta sexta-feira (19), há negócios ao redor dos R$ 66 por saca. No disponível, os preços variam entre R$ 80 e R$ 81/saca
Esse recuo da força se dá em função do grande volume de soja que se pretende produzir na nova safra da América do Sul, principalmente no Brasil onde a colheita deverá superar as 80 milhões de toneladas.
Isso dá certeza às tradings e aos demais compradores de que os preços deverão cair depois da entrada da safra de importantes países produtores. Nos últimos cinco dias, os preços já não esbanjam tanta força haja visto que os prêmios de estímulo vem sendo retirados. Para os contratos março e maio/13, os prêmios já são negativos.
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