DA REDAÇÃO: Mercado de Commodities Agrícolas realiza lucros em Chicago

Grãos: Quadro de hoje em Chicago é de realização de lucros. Pode haver chuva nos EUA na semana que vem, mas perdas para soja já são bastante volumosas.No caso do milho, cenário é irreversível.No Brasil, preços estão valorizados e boa parte da safrinha do cereal vai para exportação.
Publicado em 01/08/2012 13:43 | Atualizado em 01/08/2012 15:43
O mercado de Commodities Agrícolas realiza lucros nesta quarta-feira (01) em Chicago. Segundo o analista de mercado, Valmir Brandalizze, dois fatores contribuem para esse cenário, “a necessidade de recursos para cobrir posições de outros mercados e indicativos de chuvas para a próxima semana nos Estados Unidos”.

O clima seco e quente continua deteriorando as lavouras norte-americanas. “No milho, as perdas variam entre 70 a 100 milhões de toneladas, já na soja os números estão entre 10 a 15 milhões de toneladas”, explicou Brandalizze.

Segundo o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) sobre as condições das lavouras no país, apenas 20% estão em boas e ótimas condições. Ainda de acordo com o analista, em decorrência desse cenário, “a China está nervosa, o país é um dos maiores importadores mundiais de soja, e não entrou no mercado para não pressionar as cotações”, afirmou.

Já no Brasil, o milho está sendo negociado a R$ 36,00 no mercado futuro. Para Brandalizze, pelo volume da colheita da safrinha, o mercado já estaria no limite de alta, e teria que pressionar para baixo. Porém, a realidade é outra, e os produtores já comercializaram parte da produção, com isso boa parte do cereal está indo para exportação.

Em decorrência desse quadro os produtores estão uma situação de conforto, após anos de prejuízos.  “O cenário está indo favorável ao segmento e para o Brasil, 2013 será um ano de uma grande safra tanto para a soja como para o milho”, disse Brandalizze.

No entanto, o analista sinaliza que 2013 será um ano de transição. “Os setores da avicultura e suinocultura terão que repassar os ajustes, decorrente das altas dos insumos, para os consumidores, que poderão pagar entre R$ 1,00 e R$ 1,50 pelo quilo da carne de frango e cerca de R$ 2,00 pela carne suína”, finalizou o analista.

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