DA REDAÇÃO: Commodities Agrícolas operam em queda nesta segunda-feira (13)

Grãos: Volatilidade ainda comanda mercado, e cenário exige cautela.Caso seja substituído o uso do milho no etanol,haverá redução na demanda do cereal.Tendência, no entanto, ainda é alta e de cotações valorizadas.
Publicado em 13/08/2012 09:45 | Atualizado em 13/08/2012 14:52
Nesta segunda-feira (13) o mercado de Commodities Agrícolas opera em queda. Segundo o operador de mesa, Bruno Perottoni, ainda existe um fundamento de alta, a relação estoque e consumo são as mais apertadas para a soja nos últimos 40 anos e para o milho desde 1995.

“Ainda existe um fundamento de alta, estamos muito perto dos preços alvos dos principais bancos, que era US$ 9 dólares por bushel para o cereal e US$ 17 dólares por bushel para a oleaginosa”, explicou Perottoni. 

Além disso, na manhã de hoje, foram divulgadas notícias do G20 afirmando em suspender o uso do milho para a formação de etanol nos Estados Unidos, com isso haveria uma queda de demanda bastante acentuada. “O preço do petróleo está baixo, hoje 90 dólares por barril, então essa substituição de parar de produzir etanol de milho e voltar usar petróleo é bem factível”, sinalizou o operador. 

E também na sexta-feira (10), os fundos cortaram as posições compradas em cereal e oleaginosa, o que não acontecia há 9 semanas. 

“A demanda continua firam, orem vale lembrar que os fundos têm posição de mais de 1 milhão em contratos comprados. Então qualquer notícias pode trazer uma realização de lucros”, afirmou Perottoni. 

Ainda de acordo com o operador, essa realização de lucros nesse nível de cotações é normal, o cenário exige cautela. “Podemos ter uma notícia baixista a qualquer momento e trazer o mercado para baixo. Todo mundo olha os fundamentos, mas a participação dos fundos é muito importante para o mercado”, disse.

No entanto, o operador frisa que os níveis de preços de cereal e oleaginosa para safra 2012/2013 são atrativos e podem garantir rentabilidade para os produtores. Ainda nesta segunda-feira, serão publicados novos números de acompanhamento das condições de lavouras, pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

“O estrago no milho já foi dado, o USDA divulgou 126 bushel por acre de produtividade, acho que tem mais estragos pela frente. Já a soja deve se acomodar nesses patamares”, finalizou Perottoni.
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