DA REDAÇÃO: Mercado de Commodities Agrícolas inicia a semana com realização de lucros

Agronegócios: Cenário no mercado de grãos é de correção e realização de lucros. Continuidade da seca nos EUA pode trazer mais pressão altista. Números finais da safra norte-americana devem ser divulgados em novembro.
Publicado em 13/08/2012 15:13 | Atualizado em 13/08/2012 16:57
O mercado de Commodities Agrícolas inicia a semana com realização de lucros na Bolsa de Chicago. Para o analista de mercado, Fernando Muraro, o movimento desta segunda-feira (13) é apenas uma correção, pois o mercado vinha antecipando uma tendência.

“A quebra de quase 100 milhões de toneladas no milho e cerca de 15 milhões de toneladas na soja, já estava dentro do mercado”, afirmou Muraro.

O analista afirma que o mercado precisa de fatores mais altistas, como a continuidade de um clima irregular nos Estados Unidos para as cotações continuarem subindo. No entanto, isso não acontece e no final de semana as temperaturas ficaram mais baixas.

Com essa incerteza, somente as colheitadeiras irão revelar realmente o tamanho da quebra da produção dos EUA. “O mercado precisa de auto-alimentar e no momento estamos sem alimento para a continuidade das altas, então o mercado corrige, após ganhos expressivos desde meados de junho”, explicou o analista.

A expectativa é que os números finais da safra sejam divulgados em novembro e até lá poderemos ter a continuidade de revisões nos números da produção norte-americana. Devido a essa situação a ONU pediu ao governo do país, que reduza o esmagamento de milho para a produção de etanol. O objetivo é fazer com que o cereal chegue mais barato a nações mais necessitadas.

“Não há com fazer isso no ano de eleição. Isso até pode acontecer, mas somente em 2013. A quebra na safra é tão grande que o país terá que fazer retração de consumo, reduzir as exportações e diminuir o consumo de etanol em 10 milhões”, disse o analista.

Em decorrência desse cenário, a safrinha de milho no Brasil está cada vez mais em evidência. A produção, em torno de 39 milhões de toneladas, está sendo comercializada a R$ 34,00. “Vamos exportar números recordes e os preços continuam sustentados. Então isso deve gerar uma rentabilidade para essa safrinha excepcional, e para o ano que vem um incremento de área, o mercado já trabalha safrinha 2013’, finalizou
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