DA REDAÇÃO: Mercado de Commodities Agrícolas ainda tem potencial altista

Grãos: Mesmo com preços elevados, demanda continua alta para soja. Ritmo de compras da China também não diminui. Avanço na colheita da oleaginosa pressiona mercado, mas prêmios já voltaram a firmar. Tendência ainda é altista e cotações podem registrar novos recordes.
Publicado em 10/09/2012 14:14 | Atualizado em 10/09/2012 16:15
Os preços elevados das Commodities Agrícolas ainda não foram suficientes para racionar a demanda, que continua alta, principalmente na soja. Segundo o analista da Jefferies Bache, Vinicius Ito, o ritmo de compras da China ainda não diminuiu.

“E os EUA já venderam cerca de 20 milhões de toneladas da safra nova, e o ano comercial acabou de começar, isso representa em torno de 67% da atual estimativa de exportação do USDA para o ano que vem, essa demanda permanece recorde e muito alta em relação ao tamanho da safra”, afirmou Ito.

O analista sinaliza que há uma ilusão na precificação do mercado, pois está começando a colheita nos EUA, com isso haverá mais grãos disponíveis no mercado físico. No entanto, a produção, especialmente a da soja é muito pequena.

“Então houve uma pressão sobre os prêmios e o mercado cedeu um pouco na semana passada, mas hoje (10), os prêmios voltaram a firmar nos EUA, e tem pouco interesse de venda por parte dos produtores, e isso deve ocasionar um reflexo daqui para frente no mercado até que a safra sul-americana chegue ao mercado”, explicou Ito.

Em decorrência desse cenário, o analista também orienta que os produtores façam vendas gradualmente, pois o mercado ainda tem potencial altista, superando a última máxima. “Aconselhamos vendas escalonadas, sobretudo para a oleaginosa que tem estoques mundiais baixos”, falou.

 Já em relação aos rumores de que importadores chineses tentaram adiar compras de cargos nos EUA para comprar posteriormente com preços melhores, o analista diz que não acredita que isso poderia acontecer em quantidade significativa, pois a demanda por farelo continua em alta na Ásia. Além disso, a China tem problema com inflação de custo, principalmente na parte de alimentação.

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