DA REDAÇÃO: Números do USDA derrubam cotações do milho
O relatório, no entanto, aportou que apesar das precipitações, as perdas nas lavouras de soja nos EUA aumentaram, enquanto os estoques, que já são historicamente baixos, se mantiveram estáveis, dando tom altista ao mercado da oleaginosa nesta quarta-feira.
Para o milho, o impacto imediato do relatório foi negativo, segundo Cachia. “Queda (na produção e produtividade) foi considerada muito pequena. Boa parte do mercado acreditava que o número de produção da safra norte-americana este mês seria bem menor que o divulgado em agosto”, afirma. O aumento nos estoques finais do cereal completou o cenário baixista para as cotações. “O mercado entendeu que pode haver um pouco mais de milho do que se imaginava e, obviamente, se protegeu”, explica.
No entanto, o consultor afirma que a tendência negativa não deve prevalecer para o milho, mas que o mercado tende a continuar bastante volátil. “Quebra na safra norte-americana foi muito grande e isso não vai se resolver de uma hora para outra. Demanda mundial continua muito forte, principalmente no norte da África e na própria China, que voltou a importar milho. Com disponibilidade do cereal dos EUA muito menor, bem inferior aos anos anteriores, provavelmente vamos ver uma demanda maior pelo milho brasileiro”, avalia.
Para concluir, Cachia explica que o “milho já tentou duas vezes testar novos patamares, testou os US$8/bushel, mas níveis acima deste começam a mexer com a demanda. Ao contrário da soja, que com preços acima dos US$17/bushel ainda tem compras bastante agressivas. A gente acredita em um mercado bastante volátil daqui para frente, o fato é que o quadro americano de oferta e demanda para 12/13 vai continuar bastante apertado e haverá necessidade de racionamento do produto e isso só será possível com aumento de preço. Isso mostra que, para a soja, ainda não vimos as máximas do ano”, afirma.
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