DA REDAÇÃO: Produtores do MT aguardam chuvas para começar o plantio

Soja Intacta: Aprosoja diz que a destruição de 600 mil sacas de sementes preserva relações comericiais com a China. País é o principal comprador do grão e ainda não aprovou a soja Intacta. No MT, falta de chuvas adia início do plantio da próxima safra dos grãos.
Publicado em 17/09/2012 14:03 | Atualizado em 17/09/2012 15:59
Na semana passada, a Monsanto divulgou que irá destruir cerca de 600 mil sacas de sementes de soja com a tecnologia Intacta RR2 Pro. Para o presidente da Aprosoja MT, Carlos Fávaro, essa decisão está sendo considerada positiva, uma vez que a China, principal importador da soja brasileira, não tinha autorizado o uso dessa tecnologia.

“Na verdade, não irão jogar fora, simplesmente a Monsanto em um sinal de maturidade, entendendo o posicionamento da Aprosoja vai mandar essa semente para as indústrias esmagarem em farelo e óleo”, explicou Fávaro.

Além disso, o presidente afirma que os produtores do Mato Grosso são receptivos a novas tecnologias o que pode ser considerado como um dos motivos do avanço na produção do estado e no Brasil. Mas, os produtores brasileiros não podem correr o risco de ter embargo na soja brasileira devido à contaminação, conforme sinalizou Fávaro.

“600 mil sacas de sementes plantadas no Brasil a fora, apesar da Monsanto ter um programa de monitoramento para levar para esmagamento, isso ia sair do controle, é muita área plantada, iria contaminar toda a oleaginosa brasileira, e todos pagaríamos um preço muito alto”, disse o presidente.

No entanto, caso haja liberação do uso dessa tecnologia por parte da China, os produtores brasileiros podem usar as sementes de soja Intacta, como informa Fávaro. E no estado, os produtores aguardam as chuvas para iniciar o plantio.

“Tivemos chuvas isoladas essa final de semana, acredito que algum produtor um pouco mais otimista em relação às chuvas pode começar o plantio hoje, em função de que já passamos o período do vazio sanitário, mas é fundamental que ocorra chuvas em todo o estado”, frisa o presidente.

Ainda de acordo com Fávaro, a grande preocupação é a ferrugem asiática, que devido às chuvas abundantes, mantiveram a soja guaxa ativa. Em decorrência desse cenário, os agricultores devem fazer o monitoramento, destruir a soja que ainda resta e fica atento, pois a praga pode ser muito severa esse ano e tirar a rentabilidade dos produtores.

Já no Mato Grosso, os agricultores já comercializaram cerca de 60% da safra futura a níveis satisfatórios e que garantem lucros. A dúvida é o segundo semestre de 2013, pois houve um aumento significativo das áreas plantadas na América do Sul.

“Então, duas super safras em um mesmo ano, no Hemisfério Sul e depois no Hemisfério Norte, resta saber se teremos sustentação para esses preços de hoje. Mas, o produtor já tomou a sua providência, 60% da produção está comercializada e certamente teremos um ano muito bom”, finalizou o presidente.

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