DA REDAÇÃO: Avanço na colheita norte-americana pressiona cotações em Chicago

Soja: colheita nos EUA tem apontado para produtividades melhores que as projetadas inicialmente, levando operadores a acreditar em revisão de números nos próximos relatórios do USDA. Mas no longo prazo, pouca coisa deve mudar em relação à oferta apertada até a entrada da safra Sulamericana.
Publicado em 20/09/2012 17:54 | Atualizado em 20/09/2012 19:11
O mercado de Commodities Agrícolas encerrou em queda nesta quinta-feira (20) na CBOT. A soja fechou o pregão eletrônico com perdas expressivas em torno de 50 pontos nos principais vencimentos.

Segundo o analista da Hencorp Commcor, Samuel Garcia, as preocupações com a economia global e o avanço na colheita norte-americana contribuíram para pressionar as cotações em Chicago.

Além disso, com o avanço na colheita há relatos de que o rendimento da soja, em algumas regiões, está sendo melhor do que as projeções iniciais. O que pode ocasionar uma revisão nos números da oleaginosa tanto na produção como no rendimento nos próximos relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

“Isso pode pressionar os preços no curto prazo, no médio e longo prazo nem tanto, pois mesmo com o rendimento melhor, os estoques são apertados. É mais uma pressão de curto prazo, e com isso os fundos comprados realizam um pouco e ajuda a pressionar ainda mais”, explicou Garcia.

Mas, com o término da colheita o mercado deve acalmar um pouco, uma vez que, os estoques continuarão apertados e também a questão do plantio na América do Sul, que ainda não foi definida. E o clima no hemisfério sul pode ocasionar um stress no mercado e consequentemente sustentar as cotações.

O analista também sinaliza que a curto prazo o mercado pode perder o patamar de US$ 16 dólares por bushel para a soja. Assim como, os melhores preços em 2012 já foram registrados, e caso a safra da América do Sul seja uma produção cheia, será difícil o mercado registrar novas máximas.

“Precisa de um fator, se tiver problema com clima, caso se tenha uma safra frustrada na America do sul, aí sim os preços podem alcançar novas máximas, uma vez que os estoques irão ficar mais apertados”, ratificou Garcia.

Ainda de acordo com o analista, o produtor que comercializou antecipadamente por preços remuneradores e que dão condições de trabalho e lucro, realizou bons negócios. A orientação é que os produtores vendam aos poucos, conforme o mercado for registrando novas altas.

“Os preços em 2013 não serão piores do que foi na safra 2012, será pelo iguais a desse ano. Uma média de US$ 14 ou US$ 15 dólares por bushel. E as cotações devem continuar em patamares bons e que remuneram os produtores”, finalizou Garcia.

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