DA REDAÇÃO: Perdas nas lavouras de trigo podem chegar a 70% no sul do país
De acordo com o vice-presidente do Sindicato Rural de Carazinho (RS), Leomar Luis Tombini, agora os danos chegam a 30% nas plantações de trigo, que poderá chegar a 70%, conforme o andamento da análise que será realizada nos próximos dias.
“E no milho os danos são muito grandes, tem lavouras que não foram afetadas, devido à localização, mas poderá haver cerca de 50% de replantio no cereal”, disse o vice-presidente.
Em decorrência desse cenário, alguns produtores de milho já adquiriram sementes para realizar o replantio. Mas, Tombini sinaliza que em torno de 80% dos agricultores que tiveram grandes perdas estão esperando, pois pode haver um rebrote.
“O milho estava com cerca de 50 e 60 cm e foi todo para o chão. E em função dessa expectativa do rebrote, estamos esperando uns cinco dias para ver como vai ficar, mas caso isso não aconteça teremos que replantar”, explicou Tombini.
O vice-presidente ainda afirma que a janela para o replantio é boa, e se for feito nos próximos dez dias não haverá problemas. No entanto, a grande preocupação é a previsão do tempo para a região, a partir da próxima segunda-feira (01), que indica chuvas que deverão durar cerca de 10 dias.
“E para piorar, mais um detalhe que muitos produtores já passaram o herbicida de milho, e com este herbicida de milho na terra não dá para plantar soja. Alguns produtores que não passaram o herbicida e vão optar por não plantar mais soja nessa área de milho”, vice-presidente.
Os agricultores do estado já estavam descapitalizados, em função das perdas que já foram registradas, essa é a terceira perda severa da agricultura do Sul do país. “Muitos não tiveram acesso no banco, trocaram insumos por milho, com algumas empresas. E agora não terão o milho, e terão que replantar, é difícil de analisar isso”, falou Tombini.
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LEANDRO M GRANELLA GETÚLIO VARGAS - RS
Na região de Getulio Vargas, a situação é semelhante e penso que o problema do Milho no RS é algo jamais visto,quanto ao Trigo estimamos perdas em torno de 40% entre Geada e a estiagem anterior.