DA REDAÇÃO: Soja opera em baixa nesta sexta-feira (19)

Soja: Em Chicago, no pregão de ontem (18), as cotações subiram frente as notícias de mudança no padrão de chuvas no Brasil. Outro fator foi a forte demanda chinesa. Hoje, o mercado opera em baixa.
Publicado em 19/10/2012 13:44 | Atualizado em 19/10/2012 14:34
Após as altas expressivas registradas no pregão eletrônico de ontem (18) de mais de 30 pontos, os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago operam em queda nesta sexta-feira (19). A oleaginosa trabalha com mais de 5 pontos de queda nos principais vencimentos.

De acordo com o analista da Futures International, Pedro Dejneka, as notícias de mudança no padrão de chuvas no Brasil foi um dos fatores que contribuíram para a elevação nas cotações na sessão de quinta-feira.

O mercado precifica uma produção alta na América do Sul, e qualquer problema que possa reduzir a safra, mesmo que seja pequena, o mercado presta atenção, uma vez que o mundo precisa de toda a soja no momento. 

Além disso, outro fundamento que colaborou para esse cenário é a demanda por parte da China que permanece firme. O analista explica que o país tem mais de 1,5 bilhões de habitantes para alimentar, e que por isso as importações de soja continuarão fortes. 

“O mercado está saindo de uma época em que estava muito preocupado em precificar uma safra norte-americana maior do que o esperado, e também estava sofrendo uma pressão especulativa por parte dos fundos e agora parece que está se acalmando”, diz Dejneka.

O quadro de oferta e demanda ainda é complicado, o mundo precisa de uma produção cheia no Hemisfério Sul, e a demanda tende a permanecer aquecida. Com isso, os preços não podem ficar mais baixos, haja vista que esse movimento atrairia mais demanda para o mercado. 

 “O mercado está sustentado ainda podendo sofrer algumas pressões técnicas, mas se continuar o problema no clima na América do Sul, o mercado vai ter que precificar isso, e como consequência nas próximas semanas os preços podem aumentar”, falou o analista. 

Em decorrência dessa situação, o mercado volta às atenções para a produção na América do Sul e a demanda na América do Norte. O analista também sinaliza que é preciso prestar atenção na presença de venda de especuladores, porém nos fundamentos o mercado deve estar sustentado. 

“Já os produtores que ainda não travaram ou travaram menos que 40% ou 50% da sua safra devem ir aproveitando as altas para ir travando de pouco e pouco para proteger. E os produtores que já travaram bastante podem esperar um pouco, uma vez que os preços tendem a reagir no curto e médio prazo”, orientou Dejneka. 
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