DA REDAÇÃO: Chuvas atrasam plantio de arroz no RS e mercado deve voltar a subir em novembro
Nesta semana, o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) divulgou uma nova estimativa de intenção de plantio, indicando uma recuperação em algumas regiões do RS. Neste momento os indicadores apontam para que tenhamos a mesma área a ser plantada do ano passado, em torno de 1 milhão de hectares.
Segundo o consultor de mercado, Marco Aurélio Tavares, a evolução do plantio tem acontecido nos mesmo níveis do ano passado. “Relatório da semana passada indica 26% da área plantada. Há dois anos estávamos em 53%. Existem algumas regiões mais afetadas, como o litoral norte e regiões próximas de Porto Alegre, onde apenas 15% das lavouras foram plantadas. No final de semana há previsão de mais chuvas. Ou seja, grande parte do plantio no Estado acontecerá só em novembro, sendo que o ideal é em outubro”, explica.
No entanto, para Tavares, o fato favorável é que houve recuperação dos mananciais. “Anteriormente, havia uma estimativa de mercado que falava de redução de até 150 mil hectares no RS devido ao déficit hídrico”.
Por outro lado, o Irga também indica uma redução de produtividade em função do El Nino, com estimativa de produção próxima a 8 milhões de toneladas. E área total no Brasil deve ser a menor nos últimos 20 anos, em função, principalmente da concorrência do arroz com outros grãos.
Em julho e agosto, o mercado refletiu a possibilidade de retração na área de arroz do RS e apresentou forte recuperação. No entanto, a recuperação dos mananciais, a redução nas exportações e os leilões do governo resultaram em leve queda nas cotações. No entanto, de acordo com Tavares, cenário ainda é positivo para o grão em função do clima no RS e da menor área plantada e a partir de novembro, preços podem voltar ao redor dos R$40.
Tavares, que também é arrozeiro, orienta o produtor a não utilizar áreas de riscos, pois El Nino deve atingir com força RS. “Produtor precisa fazer boa gestão do negócio, utilizando insumos, pois preços nestes patamares precisam de bons investimentos. Além de cautela com cotações, que não devem se mantiver sempre nestes patamares. Há um ano, arroz era negociado a R$25”, recorda.
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