DA REDAÇÃO: Condições climáticas na América do Sul pressionam cotações em Chicago

Grãos: melhoria nas previsões climáticas para o Centro-Oeste brasileiro e as chuvas excessivas na Argentina e no sul do país pressiona as cotações da soja em Chicago. Não há novas notícias no mercado para elevar os preços da oleaginosa.
Publicado em 29/10/2012 13:13 | Atualizado em 29/10/2012 16:35
Nesta segunda-feira (29) as Commodities Agrícolas operam em baixa na Bolsa de Chicago. A soja trabalha com queda de mais de 25 pontos nos principais vencimentos. Segundo o analista de mercado da Futures International, Pedro Dejneka, esse movimento técnico é decorrente das condições climáticas na América do Sul.

Primeiro a melhoria nas condições de clima no Centro-Oeste brasileiro para as próximas semanas e a preocupação com o excesso de chuvas na Argentina e no sul do Brasil. E o analista sinaliza que não há novas notícias que possam elevar as cotações no mercado no momento.

“O mercado já tentou seis vezes na semana passada ultrapassar o patamar de US$ 15,75 por bushel, mas não conseguiu. E enquanto não temos notícias, vemos um pouco de liquidação no mercado”, afirmou Dejneka. 

E a maioria das notícias já está precificada pelo mercado, conforme explica o analista. Além disso, a demanda permanece forte e já não é mais uma novidade. Para que haja sustentação nos preços, acima do patamar de US$ 16 por bushel, a demanda deveria estar muito maior do que os níveis atuais. 

Já os produtores que ainda não venderam pelo menos 40% da safra 2012/13, devem aproveitar os movimentos de alta para ir fazendo vendas escalonadas e travar os preços excelentes. “Podemos ter uma situação se não houver problema de clima na América do Sul, os preços podem entram em um período de realização maior e muitos produtores irão desejar ter vendido antes”, finalizou Dejneka. 
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