Soja fecha em alta com ajustada relação entre oferta e demanda

Publicado em 14/11/2012 17:37
Nesta quarta-feira (14), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago encerraram os negócios em terreno positivo, com alguns vencimentos registrando ganhos de dois dígitos nas posições de mais longo prazo e o contrato março/13 recuperando o patamar dos US$ 14 por bushel. 

O foco do mercado agora é a demanda mundial por soja que segue muito ativa e esse foi o principal fator que permitiu a consolidação da recuperação dos preços após as fortes baixas dos últimos pregões. Para Liones Severo, operador de mercado, esse é o fator que deve permanecer sustentando as cotações da oleaginosa no cenário internacional. 

No acumulado do ano-safra 2012/13, os embarques de soja dos Estados Unidos já somam 11,8 milhões de toneladas, volume bem acima do registrado no mesmo intervalo do ano anterior e recorde para o período. Os números são do relatório de inspeções de exportações do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e confirmam o momento importante da procura pela commodity norte-americana, já que é a única disponível no mercado. Além disso, a oferta que ainda não foi comercializada, que é pouca, deverá terminar em semanas. 

“A demanda é muito forte, não tenho dúvidas que o mercado tem um caminho muito forte com nova corrida de preços. Os embarques são altos e se as exportações continuarem nesse ritmo até março os norte-americanos não terão mais soja para embarcar”, disse Severo.

Diante disso, os olhos do mercado se voltam para a colheita da América do Sul, que será o principal fornecedor de soja depois de terminada o volume disponível nos EUA. No Brasil, a produção caminha para um ano bastante positivo apesar de algumas adversidades climáticas registradas no decorrer do plantio. 

Entretanto, Severo afirma que esse bom andamento não deverá impactar muito seriamente o mercado, haja vista que, mesmo com a entrada da nova safra sulamericana, a relação de estoque x demanda ainda é uma das mais apertadas da história e a escassez será inevitável. 

 “A escassez vai acontecer em algum tempo, a soja norte-americana já tem seus preços muito elevados através do prêmio. Hoje, já foram vendidas 120 mil toneladas de soja para a China, a força comercial física começa a aparecer nesse período de escassez na oferta”, explica o consultor. 

Porém, o problema agora está na Argentina, que tem um pequeno porcentual de sua área semeada já que vem sofrendo com o excesso de chuvas. Porém, ainda há chances de recuperação já que ainda esse mês as chuvas devem ceder, como disseram alguns analistas.

Veja como ficaram as cotações dos grãos no fechamento desta quarta-feira em Chicago:



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