Chicago: Em sessão volátil, grãos se recuperam e passam para campo positivo

Publicado em 20/11/2012 13:51
A soja opera em campo negativo na Bolsa de Chicago na sessão desta terça-feira (20). Os principais vencimentos da oleaginosa ampliaram suas perdas e, por volta das 12h40 (horário de Brasília), já registravam perdas de mais de 10 pontos. Entretanto, o mercado está bastante volátil e logo a soja já operava em campo misto. 

Depois do fechamento positivo de ontem, o mercado busca uma correção na sessão de hoje, em uma semana que é mais curta nos Estados Unidos, já que nesta quinta-feira (22), é feriado do Dia de Ação de Graças no país. Com isso, os investidores buscam também um melhor posicionamento. Porém, depois do leve recuo nos principais vencimentos, a soja passou ao terreno positivo e, por volta das 15h (horário de Brasília), registravam altas de mais de 10 pontos. 

O milho e o trigo operavam no azul, porém, próximos da estabilidade, com ganhos pouco expressivos. Assim como no caso da soja, os mercados caminham de lado no pregão de hoje buscando informações que possam dar um direcionamento mais concreto aos negócios. 

O mercado internacional de grãos está em compasso de espera, como disse Steve Cachia, analista da Cerealpar Corretora. Do ponto de vista fundamental, o foco é o andamento da safra 2012/13 na América do Sul e as expectativas são de que se a oferta será bastante grande com uma safra cheia.

No entanto, no curtíssimo prazo o que deverá prevalecer é a questão técnica. "A queda recente provocou uma estrago técnico razoável. Os players do mercdo agora vão querer ver uma notícia nova sobre clima ou relacionado a um otimismo no mercado financeiro para voltar ao lado comprador. O mercado hoje é um mercado agrícola, mas também financeiro", disse Cachia. 

Já no médio prazo, porém, o cenário para a soja pode se alterar, já que, apesar da grande oferta, a demanda internacional pela oleaginosa ainda é bastante firme, as exportações norte-americanas continuam aquecidas e os estoques são historicamente baixos. "A Bolsa de Chicago reflete principalmente a situação americana e acredito que deverá voltar a focar novamente a questão dos estoques historicamente apertado nos EUA, ou até mesmo uma necessidade de um novo racionamento do produto", explicou o analista. 

Milho - O mercado do milho em Chicago conta com um novo fator de sustentação para os preços. O congestionamento de navios nos portos brasileiros tem atrasado a entrega do grão para importantes importadores e isso tem feito com que parte da demanda se volte, novamente, para o produto dos Estados Unidos. 

"Há comentários de que só o Japão e Taiwan estão com o atraso de mais de 1 milhão de toneladas de milho brasileiro que deveriam ser embarcados em setembro e outubro e, com isso, quem tem maior necessidade do produto voltou  a buscar milho dos EUA", explicou Cachia. 
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