DA REDAÇÃO: Ampliação de reserva indígena gera clima de instabilidade no MA

Questão indígena: no país há 817 mil indígenas, e cerca de 47 terras indígenas são declaradas pelo Ministro da Justiça como de uso exclusivo dos índios. Em Amarante (MA), tem 54% do seu território destinado aos índios e agora Funai que ampliar a reserva indígena. Situação criou clima de instabilidade na cidade.
Publicado em 29/11/2012 13:44 | Atualizado em 29/11/2012 16:54
A questão de demarcação de terras indígenas se estende por todos os estados brasileiros. Estima-se que haja no país cerca de 817 mil índios, o que representa 0,4% da população brasileira. Estão divididos em 688 terras indígenas e algumas urbanas, conforme levantamento realizado pelo repórter do Canal Rural, Sebastião Garcia. 

Ao todo são 47 terras indígenas declaradas pelo Ministro da Justiça como de uso exclusivo dos índios, em 1.849.890 hectares. O município de Amarante (MA) tem 54% de seu território demarcado para os indígenas. E em 2010 a FUNAI entrou com ação reivindicando a ampliação da reserva de 42 mil hectares para 205 mil hectares, o que consequetemente inviabilizaria a produção agrícola na cidade. 

Segundo o presidente da Comissão Defesa dos Produtores Rurais de Amarante (MA), Mauro Marinho, a situação não chega a ser um conflito, mas preocupa os produtores rurais que vivem na região há mais de 100 anos. E também criou um clima de instabilidade da cidade. 

“Nessa área temos cerca de 1.200 propriedades de pequenos produtores e assentamentos. A cidade tem o segundo maior rebanho bovino do estado com aproximadamente 250 mil cabeças de gado, e a agricultura familiar prevalece. E com essa ampliação cerca de 70% do território de Amarante ficará comprometido”, explica Marinho.

Em decorrência desse cenário, os produtores criaram uma comissão para tentar resolver o impasse. Os produtores contrataram um antropólogo e com documentos e laudos pretendem comprovar que a área nunca pertenceu aos índios. 

“Agora aguardamos uma posição oficial da FUNAI para que possamos entrar com recurso e resolver a situação”, afirma o presidente. 
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