DA REDAÇÃO: Mobilização em prol dos não índios ganha força na Suiá Missú
Ontem (10) teve início a desintrusão na área que abriga mais de 7 mil não índios. Para Fávaro, há um equívoco muito grande acontecendo no município. “Se houve um erro há 30 ou 40 anos, não justifica cometer um erro novamente e jogar essas pessoas na beira da estrada sem nenhuma perspectiva de vida”, afirma.
Fávaro salienta que não há conflito entre índios e não índios. Pelo contrário, os indígenas locais estão a favor dos moradores e produtores rurais residentes na gleba. “Ontem, durante o confronto, a polícia apreendeu um veículo e uma moto dos produtores, mas um grupo de índios atacou em seguida a polícia e resgatou os pertences”, explica.
“O que precisa ser feito no Brasil é uma política indigenista decente. Eles (índios) são tão brasileiros quanto todos nós”, lembra o presidente estadual da Aprosoja. Para ele, produtores devem resistir pacificamente, sem uso de qualquer tipo de armamento. “Juridicamente não há o que fazer ou questionar, agora politicamente pode ser feito e isso que estamos reivindicando”, garante.
Tentativa de Suicídio
Ainda na última segunda-feira (10), uma garota de 12 anos escreveu um bilhete dizendo que “se precisasse alguém morrer para sensibilizar as autoridades, ela faria isso pela comunidade”, segundo Fávaro. A garota tomou veneno, teve ânsia e vomitou. Depois foi levada ao hospital e está internada.
11 comentários
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julio neves Belo Horizonte - MG
Conheço a região devido a presença de alguns conterrâneos. Talvez não tanto quanto o Sr. Estamos falando a mesma coisa. Entramos em uma celeuma desnecessária. O importante é resolver a questão que atenda todas as partes. A este governo interessa o conflito no campo
Marcos de Carvalho Dias Poços de Caldas - MG
Sr. Jilio Neves: O Sr. pode continuar achando que os "sem terra" são aproveitadores mas o que não pode - por desconhecer a causa - é chamar de "sem terra" os moradores da região do Posto da Mata. Vi que o Sr. sabe manejar o Google Maps mas, por acaso, conhece naquela região? Conhece o processo de desintrusão que foi movido pela Funai? Sabe que grande parte dos indíos Xavante daquela região se posicionou ao lado dos "posseiros" e, portanto, contra a Funai? Eu, ao contrário do Sr. e apesar de estar a 1.700 kms do Posto da Mata (como o Sr. constatou), vou constantemente naquela região e conheço há muitos anos a luta daquele povo para preservar os seus sonhos e o seu (em geral, pequeno)patrimônio. São AGRICULTORES, GENTE HONESTA E BRASILEIROS como eu e o Sr.
gilberto celestino gov valadares - MG
Fico estarrecido com este sr Favaro!!! Aprendi ainda muito cedo que erros sao para serem corrigidos carissimo Sr, e quanto mais cedo menor a injustica cometida, e evidente qto mais tarde maior a injustica, maior a pena , e portanto mais dolorosas as suas consequencias. Quanto aos nossos irmaos indigenas a sua afirmacao, nao confere com a verdade dos fatos, pois se nao e a acao corregedora da justica, como se fez em Raposa Serra do Sol,e, como esta se fazendo agora no Xingu, nossos irmaos indios ja teeriam sido exterminados pela ganancia e covardia dstes grileiros e invasores de terras que insistem em se tornar Srs. Feudais em nossa Patria, como se a terra Brasilis , fosse terra de ninguem.
julio neves Belo Horizonte - MG
Ñão é possível nem responder ao Sr Marcos Dias pois ele parece que sabe ler mas não entende bem as palavras. Continuo achando que os sem-terras são aproveitadores...Quanto ao conflito, ambas as partes tem sua razão e deve ser resolvida de forma pacífica e com menor prejuizo possível para ambas as parte...Não sabia que para opinar sobre um assunto devemos fazer parte e o Sr. Marcos está a 1.700 km de distância e eu a 1.759 km. Não sabe nem a distância e ou outros são os ignorantes. Ignóbil...
João Marino Delize Maringá - PR
O que acontece é que estas famílias, fazendeiros ou não, ocuparam uma área que era de propriedade dos índios. A justiça (STF) determinou que desocupassem esta área, pois eram terras devolutas, isto é irregulares, sem escritura de compra e venda.(podia até ter escrituras, mas eram documentos frios) Sei que muitos não sabiam que estas terras pertenciam ao índios, mas agora os índios querem esta gleba de volta. Eu também sou lavrador, nasci na roça, mas nunca quis comprar terras griladas, pois sempre soube que isto podia acontecer um dia.
Paulo Luís Gonçalves Campelo Belo Horizonte - MG
Enquanto isso, Dilma almoça com Lula em Hotel de Paris. Lula entrou por uma porta lateral de forma a não ser visto. O que será que estão tramando desta vez ??
Roberto Carlos Maurer Almirante Tamandaré do Sul - RS
E enquanto isto em Brasilia, ninguém vê nada,estão esperando acontecer uma tragédia.Será que não tem ninguém uma pessoa influente que possa ajudar estas familias, será que a CNA não pode usar seus advogados contratados para fazer cobranças judiciais dos agricultores para ajudar este povo, seria um ato de misericórdia.Vai Kátia,vai...
Renato Scariote Sapezal - MT
João Marino, logo se vê que você conhece pouco a história dos agricultores brasileiros, esses sim são expulsos a tiros. Se ocorreu um erro a 40 anos atrás, esse erro não pode ser corrigido com outro erro, desapropriando miliares de pessoas e as jogando sem lugar algum, crianças, mulheres, idosos, absurdo tudo isso.
Marcos de Carvalho Dias Poços de Caldas - MG
Fazer comentários como os de João Delize e Julio Neves - que não têm o menor conhecimento da causa e estão a mais de 1.000 kms de lá, é fácil. Esses palpiteiros ignorantes não sabem que a grande maioria dos que estão sendo hoje expulsos de suas terras são pequenos produtores que lá investiram suas vidas e suas esperanças.
julio neves Belo Horizonte - MG
Exatamente João Delize. Isto porque os ditos sem-terras são invasores e não tem qualquer direito a terra. Após invadirem quase sempre vendem a terra e seguem invadindo outras. Esta questão da notícia envolve pessoas de bem e indios que estão na região há muito tempo. Não são aproveitadores
João Marino Delize Maringá - PR
Se fosse os sem-terras que tivessem invadido as terras indígenas a justiça expulsava a tiros em 24 horas, como foram fazendeiros que ocuparam as terras demarcadas para os indígenas há sempre que os defenda, inclusive a imprensa que anda à margem da justiça.