DA REDAÇÃO: Clima favorável na América do Sul e cancelamento de compras da China pressionam cotações da soja na CBOT

Grãos: soja registra quedas expressivas nesta quinta-feira (20) em função das condições climáticas favoráveis na América do Sul e o cancelamento de compras da China. Para o segundo semestre de 2013 já existe um prêmio negativo devido à expectativa de uma super safra norte-americana.
Publicado em 20/12/2012 12:39 | Atualizado em 20/12/2012 15:59
O Mercado de Commodities Agrícolas realiza lucros nesta quinta-feira (20). A soja lidera as perdas com recuos expressivos de mais de 20 pontos em todos os contratos. Segundo o analista de mercado, Paulo Molinari, essa redução é decorrente das condições climática favoráveis na América do Sul.

Do mesmo modo, o cancelamento de compras de soja da China também contribui para a formação desse cenário. Além disso, a semana tem sido de fortes baixas com os fundos zerando suas posições antes da virada do ano, conforme afirma o analista. 

“Em 2010, 2011, 2012 basicamente tivemos notícias climáticas que acabaram sustentando os preços, e nesse momento as informações são positivas para as lavouras. Então, naturalmente, tem o efeito contrário para os preços”, explica Molinari. 

Na visão do analista, essa pode ser a tônica de 2013, se o clima seguir favorável no hemisfério sul e ainda colabore na próxima safra norte-americana, o mercado brasileiro deverá se acostumar com a acomodação de preços em situações de clima normais.

Já em relação à volatilidade do mercado, Molinari destaca que a semana tem sido um pouco fora do normal, com baixas fortes. “Acho que a soja entre US$ 14 e US$ 15 por bushel é aceitável, porém o milho abaixo de US$ 7 não é uma vez que os estoques dos EUA são baixos”, relatou.

E após os feriados de final de ano, o mercado irá aguardar o relatório do dia 11 de janeiro do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) para observar para onde irão as condições de oferta e demanda. Por outro lado, as estimativas de aumento de área plantada nos EUA, são situações normais haja vista que com os preços altos os produtores norte-americanos tentarão plantar o máximo possível. 

“E isso não deve ser um fator novo para o mercado brasileiro. E a chance de ter uma super safra no segundo semestre é óbvia, basta o clima colaborar. Por isso, os preços para o segundo semestre já tem um prêmio negativo considerando a hipótese de uma super safra dos EUA, se o clima for normal teremos um semestre difícil em termos de preços”, acredita Molinari. 
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