DA REDAÇÃO: Soja opera em alta na CBOT, após recentes quedas expressivas

Grãos: soja opera em alta nesta segunda-feira (07), após a forte queda registrada na semana passada. Os fundamentos não são suficientes para sustentar uma elevação nos preços da oleaginosa. Relatório do USDA que, será divulgado na próxima sexta-feira (11), irá confirmar os números finais da safra norte-americana do ano passado.
Publicado em 07/01/2013 13:03 | Atualizado em 07/01/2013 17:02
Após as baixas expressivas registradas na semana passada, a soja inicia a semana em alta na Bolsa de Chicago. A oleaginosa opera com mais de 10 pontos de ganho nos principais vencimentos. Segundo o analista da Futures International, Pedro Dejneka, a elevação nos preços da soja seria um rebote em função das recentes quedas. 

O analista também sinaliza que, no momento, não há fundamentos suficientes no mercado para sustentar uma elevação nos preços da oleaginosa. “Os preços podem até achar certo apoio, e até acharam na área de US$ 13,56 que era uma área de suporte técnico bastante forte no contrato março/13”, afirma. 

Mas sem os problemas climáticos na América do Sul e sem o retorno da China às compras da soja norte-americana com ritmo forte será difícil suportar novas altas, conforme explica Dejneka. No caso do milho também há uma preocupação haja vista que os preços podem ceder ainda mais. 

“Para tentar salvar as cotações de milho nos EUA tivemos uma venda hoje (07), tivemos uma venda de pouco mais de 100 mil toneladas de milho. Não há compras no mercado de milho norte-americano”, disse Dejneka.

Na visão no analista, com a safra brasileira e da Europa a demanda que teria ido para os EUA foi para outros países. E caso não haja demanda para o milho norte-americano os preços do cereal não devem se manter nos atuais patamares. 

“Existe mesmo a possibilidade de baixa forte e lembrando que o produtor norte-americano, pelas estimativas iniciais, a expectativa é que plantem muito milho novamente. Teremos que esperar o desenvolvimento nas próximas 4 a 6 semanas para ver quanto o Brasil ainda irá exportar de milho”, relata o analista.

A perspectiva é que o ritmo das exportações de milho brasileiro diminua e que demanda volte para os EUA. E caso essa situação se realize as cotações do cereal podem encontrar um pouco de sustentação, segundo acredita Dejneka. 

Ainda de acordo com o analista, ainda é preciso saber como será o desenvolvimento da safra de milho sulamericana. A situação da Argentina é uma incógnita haja vista que o atraso no plantio da soja devido ao excesso de chuvas pode prejudicar o cultivo do milho no país. 

“E US$ 6,00 por bushel, historicamente, é um preço alto. Na mesma época do ano passado os preços estavam abaixo de US$ 5,00. Temos que ficar de olho nos números de produção e para as próximas semanas e meses de olho na demanda, principalmente, para o milho norte-americano”, fala o analista. 

No Brasil, a preocupação é com ausência de chuvas em vários estados brasileiros. No entanto, o analista sinaliza que ainda é cedo para falar em uma super safra ou uma quebra na produção. “A safra será grande, agora qual o número exato só vamos saber mais tarde, mas se vier 77 ou 78 milhões de toneladas o mercado irá precificar isso e pode buscar uma leve alta”, diz Dejneka. 

Já em relação ao relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que será divulgado na próxima sexta-feira (11) irão confirmar os números finais da safra norte-americana, assim como, os números de estoques. 

“Existe uma expectativa de que o relatório seja altista para o milho em relação à produção e os estoques, e que venha um pouco abaixo do esperado pelo mercado. O próximo relatório do dia 30 de março/13 também será importante haja vista que dará estimativas oficiais de produção, e nesse meio tempo, é preciso ficar de olho nos números de demanda e o desenvolver da produção na América do Sul tanto de milho quanto de soja”, finaliza o analista. 
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1 comentário

  • Jose Antonio Comegno Filho Formosa - GO

    Pouco ainda no volume total previsto pra a safra do BR, mais já ocorre perdas por faltas de chuvas na região Nordeste do Goias, Oeste de Minas Gerais e Oeste da Bahia, na safra de soja, media de 10-15% de perdas.

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