DA REDAÇÃO: Laranja – recuperação do setor tende a ser lenta em 2013

Laranja: a recuperação do setor deve ser lenta esse ano devido à forte crise de 2012. Custos de produção permanecem elevados e não há expectativa de retorno desse valor. O fator que pode amenizar os custos é a produtividade, mas produtores terão que investir nos pomares.
Publicado em 16/01/2013 13:00 | Atualizado em 16/01/2013 16:39
A recuperação no mercado da laranja tende a ser lenta esse ano devido à forte crise que atingiu o setor durante 2012. Os custos de produção permanecem elevados e não há expectativa de retorno desses valores. 

Para o diretor executivo da Alicitros, Paulo Biasioli, o que pode amenizar a situação dos citricultores deve ser a produtividade, mas para isso será preciso investir nos pomares, em adubação.  Além disso, as últimas receitas obtidas não permitem folga orçamentária para isso.

“As notícias dão conta que de cerca de 100 mil hectares teriam sido abandonados ao longo do período de descoberta do greening. Na associação temos produtores desestimulados estão migrando para a produção de cana. A médio prazo não há uma solução efetiva”, afirma Biasioli. 

A diversificação na produção seria um dos caminhos apontados pelo diretor para garantir receitas.  Biasioli destaca que, a citricultura é e ainda será um importante ponto no agronegócio brasileiro. 

Por outro lado, a participação dos produtores na venda do suco, que é a proposta da Consecitrus, pode melhorar o cenário. Na visão do diretor, o programa seria uma ferramenta interessante no momento de crise uma vez que os produtores poderiam se basear em contratos com informações obtidas no mercado não só na comercialização do produto, mas também de subprodutos. 

“Porém, o Consecitrus passa por uma perícia e talvez não saia nessa safra. Outro caminho é aumentar a produtividade, e esperamos que o mercado suba de maneira que a indústria possa pagar mais aos produtores”, disse o diretor. 

E uma possível redução na produção de laranja da Flórida, pode impulsionar as exportações brasileiras da fruta. Essa situação melhoraria os estoques de passagem que estão altos devido à demanda reprimida na Europa, conforme analisa Biasioli. 
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