Chicago: após cinco sessões em queda, preços da soja encerram com leves ganhos
Publicado em 13/02/2013 18:18
| Atualizado em 14/02/2013 13:43
Após cinco pregões em queda, os futuros da soja encerraram a sessão com pequenos ganhos, próximos da estabilidade nesta quarta-feira (13). Ao longo do dia, as cotações negociadas na Bolsa de Chicago operaram do lado negativo da tabela, mas iniciaram uma recuperação frente às recentes perdas.
Segundo o analista de mercado da New Edge, Daniel D’Ávilla, pela primeira vez o mercado parou a sequência de baixa que vinha registrando nas últimas sessões. Além disso, o mercado de commodities agrícolas tenta digerir os números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgado na sexta-feira (8).
A expectativa do mercado era que o órgão reportasse uma diminuição da produção argentina e um recuo na produtividade brasileira devido às adversidades climáticas registradas nos dois países. Contrariamente, o departamento revisou para cima a produção do Brasil, que passou de 82,5 milhões de toneladas para 83,5 milhões de toneladas. Já a Argentina, a safra deve chegar a 53 milhões de toneladas ante as 54 milhões de toneladas estimadas anteriormente.
“Desde sexta-feira até hoje, o estimado que os fundos tenham vendido cerca de 30 mil contratos na soja, um volume alto”, segundo explica o analista.
Por outro lado, com a melhora nas condições climáticas no Sul do Brasil e na Argentina, a tendência é que o foco do mercado passe a ser a logística brasileira, que pode atrasar a entrada efetiva da safra no mercado. O analista destaca que no momento, a produção já está quase que definida e mercado tende a observar se o país conseguirá escoar a safra de forma satisfatória.
“Se isso acontecer, teremos preços pressionados em Chicago, caso contrário teremos a demanda aqui nos EUA que permanece firme. A tendência do mercado é observar a capacidade de embarques ou line-up de navios nos Portos”, disse o D’Ávilla.
Já em relação ao dólar, o analista sinaliza que nas duas últimas semanas o dólar caiu e os preços da soja também recuaram. “Praticamente zerou as vendas, o produtor não tem interesse me vender nesses níveis de preços. Pior para o Brasil, que além da queda dos preços da soja, o dólar perdeu a força”, acredita D’Ávilla.
Confira como ficaram as cotações dos grãos no fechamento desta quarta-feira:
Veja também a entrevista com o analista de mercado Daniel D'Ávilla:
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