CBOT: em sessão volátil, soja opera com leves ganhos
Publicado em 27/02/2013 11:04
Na manhã desta quarta-feira (27), o mercado internacional de grãos registra mais uma sessão volátil na Bolsa de Chicago. Os futuros da soja operam com leves ganhos, e por volta das 11h05 (horário de Brasília), as principais posições apresentavam mais de 5 pontos de alta.
O economista da Granoeste Corretora de Cereais, Camilo Motter, explica que as oscilações normais registradas no mercado de commodities agrícolas são reflexas das condições climáticas na América do Sul. Na Argentina, o retorno das chuvas amenizou o stress hídrico das lavouras do país, que desde o início do plantio sofriam com as adversidades climáticas.
Por outro lado, no Brasil as precipitações diminuíram o que contribui para o avanço da colheita nas principais regiões produtoras. Diante desse cenário o economista destaca que, as cotações futuras estão confinadas no patamar entre US$ 14,20 e US$ 14,80/bushel.
“E quando sobem além desses números, os fundos entendem como uma posição vendedora, em função da oferta que está se desenhando na América do Sul. E abaixo desses valores, os fundos têm tomado uma posição compradora”, afirma Motter.
A produção sulamericana já está precificada pelo mercado, conforme relata o economista. “E apesar dos problemas pontuais, a safra brasileira deve alcançar cerca de 80 milhões de toneladas e da Argentina 50 milhões de toneladas, portanto, a safra do hemisfério sul caminha para se consolidar uma safra cheia”, diz.
E com isso, a atenção do mercado está voltada para os problemas logísticos no Brasil que podem atrasar a entrada efetiva da safra no mercado. E paralelo ao quadro ajustado de estoques norte-americanos, há a demanda que permanece aquecida, principalmente, por parte da China.
Ainda na visão do economista, outra variável que começa a interferir na formação dos preços futuros em Chicago, são as projeções de safra recorde nos Estados Unidos. “Claro que isso dependerá do clima, no meio-oeste norte-americano ainda há resquícios da seca registrada no ano passado, a umidade do solo é baixa e existem dúvidas quanto à produção. Mas, caso a estimativa se concretize podemos caminhar para a formação de preços mais baixos do que os atuais patamares”, acredita Motter.
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