DA REDAÇÃO: Sem frete futuro, comercialização do milho safrinha é lenta em Rio Verde (GO)

Milho: Problemas logísticos resultam em aumento do frete e dificuldade de trava nos preços do milho safrinha em Rio Verde (GO). Poucos negócios que ocorrem a futuro são na faixa dos R$18, enquanto cereal no balcão é negociado em torno dos R$23. Dificuldades na armazenagem podem aumentar oferta do cereal nos próximos meses.
Publicado em 02/04/2013 16:20 | Atualizado em 02/04/2013 19:15

Na Comigo, em Rio Verde (GO), assim como em muitos municípios brasileiros, a comercialização do milho safrinha segue bem lenta. Segundo Antonio Chavaglia, presidente da Comigo, a lentidão é reflexo dos problemas portuários brasileiros. “Para travar o milho você precisa travar o frete e não se consegue travar o frete para frente, as transportadoras não querem fazer isso. O que está tirando renda do produtor e pondo dificuldades nessa comercialização antecipada”, explica.

Da região de Rio Verde até o Porto de Paranaguá, o preço do frete atualmente varia entre R$150 e R$170 a tonelada, enquanto no mesmo período do ano passado o preço praticado era de R$120.

Na Comigo, negócios pontuais para o milho futuro acontecem entre R$18 e R$20 a saca, enquanto o grão disponível é negociado com preços entre R$23 e R$24. No entanto, a oferta de milho verão é pequena devido à menor área cultivada.

A situação que já não é das melhores, pode se agravar com a entrada do milho safrinha em função da pouca quantidade de armazéns disponíveis. Chavaglia, alerta que caso o milho safrinha não seja comercializado, os produtores terão problemas para receber a próxima safra de soja.

Caso a boa produção brasileira de milho safrinha se confirme, a necessidade de comercialização do produto pode pressionar os preços no mercado interno. Para o presidente da Comigo, “achando oferta, o produtor deve fazer média, travar uma parte, escoando a produção durante a safra”, a fim de evitar o encontro de produção dessa safra e da próxima.

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