Grãos seguem operando em alta em Chicago; trigo lidera ganhos
Publicado em 12/04/2013 11:53
| Atualizado em 12/04/2013 14:35
Nesta sexta-feira (12), a soja, o milho e o trigo operam em alta na Bolsa de Chicago. O mercado avança tentando se recuperar após uma semana bastante volátil e de recentes perdas. Por volta das 14h20 (horário de Brasília), soja e milho já devolviam parte dos ganhos, operando com ganhos mais amenos, porém, ainda do lado positivo da tabela. Na soja, o vencimento maio/13 era cotado a US$ 14,07, subindo pouco mais de 5 pontos, como nos demais contratos. Ao longo da sessão de hoje, os preços chegaram a atingir os US$ 14,15/bushel. No mesmo momento, o milho tinha alta de 2 a 5 pontos e o trigo subia mais de 15 pontos nas posições mais negociadas.
O foco do mercado passa a ser, novamente, os fundamentos. Os últimos números divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) mostraram que os estoques norte-americanos, principalmente de soja, são historicamente baixos diante de uma demanda ainda muito firme.
"Volta à tona a questão de como os Estados Unidos vão fazer até setembro quando começa a entrar a soja da nova safra. Provavelmente, eles não terão condições de atender a demanda externa e interna na mesma magnitude que é exigida. Eles deverão entrar, em algum momento, em um racionamento do produto e isso pode provocar um aumento dos preços", explicou o analista de mercado Steve Cachia, da corretora Cerealpar.
Para Cachia, outro fator que estimula o deslocamento da demanda por soja para os Estados Unidos ainda são os gargalos logísticos no Brasil, onde a entrada da safra 2012/13 está acontecendo. "Aqueles que não podem esperar estão buscando a soja americana para ter uma entrega - ou uma garantia de entrega - mais rápida", afirma.
Este cenário, portanto, favorece os preços no mercado interno dos EUA, uma vez que os vendedores aguardam preços melhores para entregarem sua soja, fator este que contribui para o avanço das cotações no mercado futuro em Chicago.
No mercado do trigo, as boas altas dos preços são impulsionadas pela preocupação com o clima nos Estados Unidos, já que possíveis geadas poderiam comprometer o desenvolvimento das lavouras em importantes regiões produtoras.
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