DA REDAÇÃO: Soja- Demanda chinesa não deverá ser afetada por números do crescimento da economia do país

Grãos: Apesar do número mais baixo do crescimento da China, demanda do país é crescente e não deverá ser afetada. Já o clima nos EUA, que atrasa o plantio do milho pode impactar as cotações. Diante da oferta escassa, mercado terá que encontrar um mecanismo da racionar a demanda, através de preços mais altos CBOT.
Publicado em 19/04/2013 13:30 | Atualizado em 19/04/2013 17:59
Nesta sexta-feira (19), o mercado de commodities agrícolas opera com volatilidade na Bolsa de Chicago. Durante essa semana, as cotações futuras recuaram refletindo os números do crescimento chinês que veio abaixo do esperado pelo mercado. Segundo o consultor de mercado, Liones Severo, apesar desse número mais baixo, a demanda chinesa não deverá afetada.

“A demanda da China é crescente e não deve mudar nada. Os EUA não têm mais soja, e no Brasil está cheio de navios que estão indo para a China. Diminuir a demanda acho que não é provável”, afirma o consultor.

Já em relação ao clima nos Estados Unidos, o consultor destaca que as intempéries climáticas podem impactar os preços futuros. No entanto, ainda é cedo para avaliar a situação. “O mercado já se recente de uma oferta curta, mas não penso que tenha um prejuízo no plantio do milho. Os produtores norte-americanos têm vocação para plantar o cereal. Além disso, o milho tem a logística apropriada, pois as usinas estão praticamente dentro das lavouras”, explica Severo.

Frente a esse cenário de escassez da oferta, o consultor sinaliza que a soja pode registrar preços mais altos, já que, a única fonte agora é o Brasil. A Argentina tem sérios problemas de câmbio, e os produtores não estão vendendo, e a industrialização no país está 40% abaixo do apresentando em 2012, conforme diz Severo.

“Essa situação sobrecarrega o Brasil, as vendas estão mais devagar, porém o país já vendeu bastante. Vou ficar surpreso se a soja brasileira não acabar em agosto e setembro. Se já não existe mais oleaginosa no mês de abril nos EUA imaginem na entressafra, julho e agosto. Então o mercado vai ter que acontecer alguma coisa que promova o racionamento, através de preços em Chicago”, finaliza o consultor.

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Receba em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Seguir canal

0 comentário