DA REDAÇÃO: Milho: Mercado precifica atraso no plantio nos EUA e preços registram ganhos de mais de 40 pontos na CBOT

Milho: Mercado precifica atraso no plantio do cereal norte-americano. Frente aos baixos estoques dos EUA, a sensibilidade no mercado é forte. Ano é complicado para definição de tendência de preços, com as expectativas sobre o clima na safra norte-americana. Puxadas nos preços futuros podem ajudar a liquidar a safrinha brasileira.
Publicado em 29/04/2013 14:37 | Atualizado em 29/04/2013 17:04
A semana começou positiva para os futuros da soja, milho e trigo negociados na Bolsa de Chicago. As cotações da oleaginosa operam com expressivos com mais de 20 pontos nos principais contratos. Já os vencimentos do cereal registraram ganhos de mais de 40 pontos nas principais posições. Segundo o analista de mercado da Safras & Mercado, Paulo Molinari, o mercado já precifica o atraso no plantio do milho norte-americano.

“As chuvas no norte do Corn Belt, essa água vem para os rios que já estão cheios e o mercado espera que haja mais alagamentos e o plantio possa atrasar ainda mais. Mercado aguarda que o relatório de atualização de plantio fique abaixo de 10%, enquanto que a média dos últimos anos é de 26%”, explica o analista.

Frente a esse cenário, a expectativa é que os futuros da soja e milho operem com bastante volatilidade até agosto, quando haverá uma melhor definição da safra norte-americana. Além disso, os estoques do cereal nos EUA são baixos e a sensibilidade em cima do clima e do resultado da safra do país é grande, destaca Molinari.

“Essa sensibilidade é diária e vai acrescentar e retirar pontos dos preços nos próximos dias, até pelo menos concluir a safra dos EUA. O plantio do milho já está atrasado e deverá atrasar a colheita também, o que pode trazer alguns pontos para as cotações da safra velha”, sinaliza o analista.

Paralelo a esse quadro, Molinari afirma que o ano de 2013 é complicado em termos de definição de tendência de preços, uma vez que há grandes expectativas em relação ao clima durante o desenvolvimento da safra dos EUA. Por outro lado, as puxadas nos preços futuros podem ajudar os produtores brasileiros a liquidarem a safrinha brasileira, conforme acredita o analista.

No Brasil, a expectativa é que o Governo faça 4 milhões de contratos de opção para tentar garantir o preço mínimo aos produtores. No entanto, Molinari alerta que os agricultores devem estar atentos aos custos, prazos de entrega dos contratos. “O produtor terá que analisar se aproveita os movimentos de alta na CBOT para liquidar ou dependerá de contratos de opção”, finaliza o analista.

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