CBOT: Soja fecha no misto; clima nos EUA sustenta milho e trigo
Publicado em 02/05/2013 16:31
Nesta quinta-feira (2), o mercado da soja fechou o pregão regular em campo misto na Bolsa de Chicago. Apenas o vencimento maio terminou o dia em alta, cotado a US$ 14,41 por bushel, subindo 3,50 pontos. Os demais vencimentos encerraram os negócios com ligeiras baixas.
O que ainda sustenta os ganhos da soja nas posições mais próximas são os apertados estoques dos Estados Unidos ao mesmo tempo que a procura pela oleaginosa norte-americana é bastante intensa. No mercado físico dos EUA, os produtores seguram suas vendas buscando preços ainda mais altas e os prêmios estão historicamente altos.
"A tendência do primeiro vencimento é acompanhar o mercado físico norte-americano", afirma Daniel D'Ávilla, analista de mercado da New Edge, de Nova York.
Já as posições de médio a longo prazo ficaram no vermelho exibindo uma ligeira realização de lucros frente às previsões climáticas indicando uma melhora no clima dos Estados Unidos nos próximos dias. Melhores condições poderiam favorecer o plantio da oleaginosa, que ainda não foi iniciado, e permitir uma recuperação do significativo atraso que já vem sendo registrado pelo milho.
"Na soja, o plantio fica bem intenso entre 15 de maio e o começo de junho. Então essas previsões mais para frente que indicam um clima mais apropriado para o plantio pode tr ajudado a soja a ceder", acredita D'Ávilla.
Esse atraso que já começa a ser registrado nos trabalhos de campo para o milho já são refletidos pelas cotações em Chicago. Na sessão desta quinta-feira, os contratos maio e julho/13 fecharam o dia com mais de 15 pontos de alta e os demais vencimentos com ganhos entre 8,50 e 10,75 pontos.
As baixas temperaturas, o excesso de chuvas e a neve e geadas em algumas regiões atrasam severamente o plantio que, até o último domingo, 28 de abril, estava concluído em apenas 8% da área. Para esse mesmo período do ano, a média histórica indica mais de 30%.
"Essa semana o plantio também não foi das melhores. Estamos com cerca de 26% atrasado em relação à media dos últimos cinco anos", explica o analista. Porém, D'Ávilla ressalta que o produtor norte-americano tem um seguro agrícola eficiente nos Estados Unidos, e muitos fizeram o seguro de produtividade. "Então, se o clima secar, depois eles continuarão plantando milho (...) e não vão mudar completamente para a soja, deixando o milho".
Seguindo essa preocupação com o clima nos EUA, os futuros do trigo negociados na Bolsa de Chicago também fecharam o dia em alta. O mercado, assim como no milho, também observa com atenção o atraso do plantio do cereal norte-americano.
veja como ficaram os preços no fechamento desta quinta-feira:
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