Grãos: Mercado aguarda números do USDA e opera na estabilidade
Publicado em 10/05/2013 07:57
| Atualizado em 10/05/2013 10:05
Na manhã desta sexta-feira (10), os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam o pregão eletrônico com ligeiras altas, enquanto o milho e o trigo encerraram a sessão do lado negativo da tabela. Os investidores operam com mais cautela à espera do novo relatório de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga nesta tarde.
Os participantes do mercado aguardam, principalmente, os números que o departamento traz sobre os estoques norte-americanos de grãos. A expectativa para a soja é de que o número para os estoques da safra nova caiam de 3,4 milhões para 3,37 milhões de toneladas. Já para a safra nova, o primeiro esperado pelo mercado é de 6,53 milhões de toneladas.
As principais posições da soja registraram ganhos entre 1,50 e 3,25 pontos, com o contrato julho/13, o mais negociado nesse momento, era cotado US$ 14,10. No milho, os vencimentos apresentaram perdas entre 2,25 e 4,00 pontos.
Veja como o mercado fechou nesta quinta-feira:
Soja: Mercado fecha o dia em alta com oferta quase esgotada nos EUA
Na sessão desta quinta-feira (9), a soja fechou os negócios do lado positivo da tabela. O contrato julho conseguiu recuperar o patamar dos US$ 14, encerrando o dia cotado a US$ 14,08, com alta de 18 pontos. Os vencimentos maio e agosto/13 subiram mais de 10 pontos.
O mercado futuro em Chicago ainda reflete a firmeza e o bom momento dos preços no mercado físico norte-americano. Em função de uma oferta disponível praticamente nula nos Estados Unidos, os prêmios nos portos do país estão historicamente altos, uma vez que a demanda - tanto para exportação quanto interna - segue muito aquecida e os produtores tentam segurar suas vendas buscando preços ainda mais favoráveis.
Confirmando essa intensa procura pela oleaginosa norte-americana, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou seu relatório de registro de exportações indicando um volume de vendas da safra velha de pouco mais de 190 mil toneladas sendo vendidas, enquanto o mercado esperava algo de no máximo 100 mil toneladas.
"Isso mostra que mesmo com esse aperto no mercado físico norte-americano, mesmo com pouca soja, eles continuam exportando. E isso não podia estar acontecendo nesse momento, eles deveriam estar cortando essa exportação de uma forma mais drástica para sobrar alguma coisa de estoque nos Estados Unidos", disse Glauco Monte, analista de mercado da FCStone.
Outro fator que movimentou os negócios na Bolsa de Chicago foi a expectativa para o relatório de oferta e demanda que o USDA divulga nesta sexta-feira (10). Traders e analistas acreditam que o órgão trará um novo corte nos estoques finais de milho dos Estados Unidos, informação que permitiu um expressivo avanço dos preços do cereal nesta quinta-feira. O mesmo é esperado para o trigo, segundo um levantamento de agências internacionais, e isso também impulsionou as cotações do grão nesse pregão.
Além disso, o mercado ainda reflete as adversidades climáticas que atrasam o plantio da nova safra nos Estados Unidos e já criam rumores de uma possível perda de produtividade nas lavouras norte-americanas.
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