DA REDAÇÃO: Soja - Previsão de melhora climática nos EUA pressiona preços futuros na CBOT

Grãos: Mercado recua com previsões de tempo mais seco até o final desta semana e na segunda quinzena de maio nos EUA. Rumores de que o país poderá importar mais soja do Brasil também exerce pressão nos preços futuros. Números de esmagamento da soja norte-americana, divulgados pelo Nopa, abaixo do esperado pelo mercado dá tom negativo para a sessão desta quarta-feira (15).
Publicado em 15/05/2013 13:32 | Atualizado em 15/05/2013 17:27

No pregão regular desta quarta-feira (15), os futuros da soja, milho e trigo operam do lado negativo da tabela na Bolsa de Chicago. As previsões de tempo mais seco até o final desta semana e na segunda quinzena de maio nos Estados Unidos têm exercido pressão nas cotações em Chicago.


De acordo com o analista de mercado da Jefferies Corretora, Stefan Tomkiw, as condições climáticas têm mostrado favoráveis ao plantio. E segundo analistas, a expectativa é que na próxima segunda-feira (20), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reporte um avanço na semeadura em torno de 50% a 60%.


“Não podemos esquecer que apesar do clima desfavorável o plantio nos EUA é rápido quando se tem uma janela de clima propício para que as atividades voltem. Então com essa semana se mantendo em um padrão mais seco, acreditamos que pode ter um avanço nos números na próxima segunda-feira”, sinaliza o analista.


Além disso, os rumores de possíveis importações de soja brasileira por parte dos EUA também contribui para pressionar o mercado na sessão de hoje e influenciar os vencimentos mais curtos da soja, conforme acredita o analista. “Especialmente, na relação que o mercado tem olhado muito que é o spread, diferencial entre os contratos julho e novembro, que ontem atingiu a máxima histórica para o ano de 214 pontos, e com as notícias de importações o mercado acabou devolvendo e forçando para baixo o diferencial”, explica Tomkiw.


Do mesmo modo, os números de esmagamento da soja nos EUA referentes ao mês de maio, divulgados pelo Nopa (Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA) ficaram abaixo do esperado e pelo mercado e deram o tom negativo para a sessão desta quarta-feira.


Por outro lado, a situação do mercado físico norte-americano permanece apertada, e segundo Tomkiw, o mercado não tende a sofrer uma pressão muito forte, principalmente, nos contratos curtos, devido à necessidade de racionamento, e uma vez que preços mais baixos estimulam o consumo.


“A perspectiva é de que conforme o mercado vá oscilando, no patamar entre US$ 14,60 US$13,80/bushel, mas no intervalo superior a esse nível de preços, as conversas de importações tendem a se intensificar e o volume transferido de soja para os EUA vai depender do fechamento da conta da importação”, acredita o analista.

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