DA REDAÇÃO: Com clima adverso nos EUA, soja registra altas expressivas na CBOT

Grãos: Com clima adverso nos Estados Unidos, os futuros da soja registram altas expressivas na CBOT, na sessão desta terça-feira (28). Chuvas no final de semana comprometeram avanço no plantio da safra nova norte-americana. Expectativa é que o USDA reporte a semeadura do milho em 90% no país. Demanda deve permanecer aquecida.
Publicado em 28/05/2013 13:39 | Atualizado em 28/05/2013 16:34

Na sessão desta terça-feira (28), os futuros da soja e do milho operam com altas expressivas na Bolsa de Chicago. O clima adverso nos Estados Unidos tem dado suporte aos preços das commodities. As chuvas no final de semana comprometeram o avanço no plantio da safra nova norte-americana.

A expectativa é que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reporte a semeadura no milho em entre 85% e 90%, na semana anterior o percentual era de 71%. Segundo o consultor de mercado da FCStone, Étore Baroni, a alta de hoje é impulsionada especificamente pelo atraso no plantio da soja e do milho e do clima adverso nos EUA.

“Em algumas regiões houve chuvas e até neve que queimou parte do milho em algumas localidades do país. Estamos no meio do mês de maio, e o plantio deveria estar completo. Estamos vindo de uma safra de estoques apertados, por isso, necessita de uma safra cheia para recompor os estoques dos EUA e mundiais, situação que deixa o mercado apreensivo”, acredita Baroni.

Frente a esse quadro, o consultor orienta que os produtores aproveitem os repiques de altas para fazer vendas escalonadas. Por outro lado, a demanda é crescente e a cada ano há mais incertezas climáticas nas várias regiões produtoras mundiais, conforme destaca o consultor.

Milho – No mercado do cereal, o consultor sinaliza que os preços do grão podem sofrer pressão negativa no segundo semestre, frente a uma expectativa de safra recorde nos EUA e a grande safrinha brasileira. Em algumas praças do país, as cotações podem ficar abaixo do preço mínimo, segundo diz o consultor.

“Mas se compararmos com o ano passado, o cenário era o mesmo, safra cheia no Brasil, estimativa da produção recorde nos EUA e uma safrinha brasileira gigante, porém com a quebra na safra norte-americana os preços ficaram mais altos”, explica Baroni.

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