DA REDAÇÃO: Oferta quase inexistente nos EUA traz compradores de soja e milho para o Brasil

Grãos: Em Chicago, mercados realizam lucros após fortes altas da terça-feira (28). No Brasil, traders compram milho a R$ 18,50/sc em Rio Verde (GO). Preços da soja também tendem a se recuperar no curtíssimo prazo já que oferta mundial está muito apertada.
Publicado em 29/05/2013 19:02

Após as expressivas altas registradas no pregão da terça-feira, mercado futuro da soja realiza lucros nesta quarta-feira (29) e termina em terreno misto. Atraso no plantio do milho pode aumentar área plantada com soja nos Estados Unidos. Clima no Meio-Oeste americano ainda traz incertezas com previsão de chuvas ainda para a próxima semana.

No entanto, o consultor de agronegócio em Goiás, Enio Fernandes, acredita na tradicional produção muito volumosa de milho nos EUA e, mesmo com substituição de área pela soja, o excedente produzido já tem demanda garantida. Por outro lado, o aumento na produção da soja não deve pesar tanto sobre o mercado, uma vez que a oferta mundial da oleaginosa está apertadíssima. 

Esse cenário atual possibilita ao Brasil que se torne fonte de exportação para atender a demanda mundial. Fernandes relata que esmagadoras brasileiras sentem a pressão das compras externas porque tem dificuldade de encontrar produto disponível. Assim, o consultor acredita em alta para os preços da soja disponível no curtíssimo prazo, como já vem subindo nos últimos 15 dias.

Para o milho, a procura também está aumentando. Enio conta que traders tem comprado grandes volumes do cereal em Rio Verde (GO), onde os preços alcançam R$ 18,50 por saca de 60 quilos. Apesar de abaixo dos R$ 21/sc no inicio da safra, o consultor avalia que a safrinha brasileira será muito grande e não tem espaço para exportações no segundo semestre do ano, com tendência para queda nos preços, assim como afirmam outros analistas. 

 

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