DA REDAÇÃO: Ministério Público da Bahia suspende aplicação de defensivo nas lavouras atacadas pela Helicoverpa

Algodão: Ministério Público proíbe a aplicação de defensivo agrícola importado (Benzoato de Emamectina) que atua contra a lagarta Helicoverpa Armigera no Oeste da Bahia. Preocupação dos produtores é com a proliferação da praga em outras culturas.
Publicado em 29/05/2013 19:10 | Atualizado em 29/05/2013 20:06

O Ministério Público da Bahia suspendeu a aplicação do defensivo benzoato de emamectina, o mais eficaz no combate a lagarta Helicoverpa armigera.  A aplicação começaria nesta última terça-feira (28) em 10 propriedades na região do município de Luís Eduardo Magalhães.

O prejuízo dessa safra já está contabilizado para os produtores de algodão, a preocupação é com a safra futura, já que poderá haver uma grande redução nas áreas de plantio e, consequentemente, gerar bastante desemprego na região. Se a lagarta começar a atacar também o feijão, haverá perdas nessa cultura, o que deve aumentar o preço ao consumidor.

Cerca de 70 países utilizam o benzoato de emamectina e só o Brasil impediu a aplicação e outros defensivos não apresentam a mesma eficácia do benzoato. Segundo a Presidente da Abapa (Associação Baiana dos Produtores de Algodão), Isabel Cunha, os produtores irão continuar trabalhando para que não haja redução na área de plantio e para que a próxima safra seja viável ao produtor.

 

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Receba em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Seguir canal

4 comentários

  • Marcio Antonio Cezarotto Santarém - PA

    Este é disto que falamos Sr. Liones e Produtores.

    Para que serve a CNA? No caso em tela seria na individualidade o caminho para pedir investigação.

    Tamanha relevância e a entidade que deveria representar a classe,com contribuição obrigatória dos produtores, nem sequer, manifesta-se. É tipo a FIFA, uma máfia então?

    0
  • Liones Severo Porto Alegre - RS

    Os produtores devem reivindicar uma profunda investigação sobre o surgimento de tantas infestações de lagartas. Nossas autoridades principalmente a Policia Federal,deveriam cuidar com presteza deste assunto de tanta importância para a agricultura brasileira.

    0
  • Marcio Antonio Cezarotto Santarém - PA

    Quando lançaram o Belt e o Prêmio fiquei estarrecido com algo tão caro em comparação com aos existentes para a mesma finalidade. Hoje entendo, em se tratando de Dupont(PIONEER, etc...) que eles também plantam pra colher. É como o gás que "agride" a camada de ozônio.Conclusão óbvia é que não temos carteira assinada, mas somos peões. É como naquele filme, ao ser questionado sobre a venda de armas o presidente da nação explicou: Temos que criar as guerras que sabemos que vamos vencer. Comprar o Brasil é muito caro, mais uns 600 brasileiros é mais barato que uma penca de bananas. Quando é que teremos a coragem de comprar uns cachos de bananas? Hahhh... será que já compraram os cachos e o capataz do nosso "bananal"?!!!! Alguém sabe em quem votar na próxima eleição?!! Eu não sei.

    0
  • Vilson Ambrozi Chapadinha - MA

    A helicoverpa,está atacando soja em final de ciclo,inclusive soja dissecada,devorando grãos prontos,com muita voracidade no nordeste do Maranhão.Temos notícias que na região de Paragominas e Dom Elizeu,no Pará está acontecendo também.São regiões que estão em plena colheita neste momento.Em minha lavoura,já tinha atacado na fase de canivete,comeu todas as vagens em mais ou menos 30 ha,a soja ficou com sintomas de soja louca.Nunca vi tamanha voracidade,o combate só teve resultado com doses triplas e com mais de um produto.,mesmo assim as lagartas de instar maior sobreviveram. Em 40 anos de agro ,nunca tinha presenciado algo parecido ,penso seriamente em se, não tivermos armas eficientes e economicamente viaveis NÃO PLANTAR,Ácho que é coisa de laboratório,não tem outra explicação,

    0