DA REDAÇÃO: Plano Safra 2013/14 não tem grandes mudanças em relação aos outros anos

Plano Safra 2013/14: Diretor da Febraban não observa mudança significativa. "Planos são os mesmos do ano passado e única mudança é o aumento do limite de crédito". Taxas de juros não são preocupações para produtores, e sim a falta de renda.
Publicado em 04/06/2013 13:47 | Atualizado em 04/06/2013 17:32

O Plano Safra deste ano retomou o pró-armazém, um programa que já existiu no BNDES e agora foi retomado com um volume de recursos do BNDES, que será repassado aos bancos para fazer o financiamento junto ao produtor.

Uma parte do dinheiro do Plano Safra é do governo, que é a parte do investimento que vem do BNDES, principalmente, de armazenagem. A outra parte são dos depósitos a vista dos bancos que, tradicionalmente, têm que ser aplicados em crédito rural.  Atualmente são 34% e é dessa parte que sai o dinheiro para o crédito rural.

A atividade de agricultura do banco é fracionada, 10% vai para o Pronaf, taxa de juros que vai de 1% a 4%, outros 10% vão para o Pronamp, que a taxa é 4,5% e para as cooperativas são mais 20%. Portanto cada parte do recurso tem limites e taxas de juros diferentes.

As taxas de juros variam de 3,5% a 5,5%, um bom número diante de uma inflação de 7% ao ano. Porém, segundo Ademiro Vian, Diretor Adjunto de Produtos e Financiamentos da Febraban, o maior problema dos produtores não é a taxa de juros, o problema é a renda. “Em certos momentos os empréstimos ao agricultor podem ter taxa zero, mas ele não conseguirá devolver o capital frente aos custos de produção, ou seja, a questão é como manter a renda do produtor”, diz Vian.

O Plano Safra deste ano não mudou a sua lógica, a sua estrutura ou as suas condições, tudo isso é exatamente igual aos planos dos outros anos. O que varia de um ano para o outro é algum aumento nos limites de crédito, pequenas reduções de taxas de juros ou a criação de novos programas de investimento.

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