DA REDAÇÃO: Soja – Oferta apertada dá sustentação aos preços futuros no curto prazo

Publicado em 18/06/2013 13:30 e atualizado em 18/06/2013 16:52
Soja: Oferta segue ajustada no mercado físico norte-americano, fator que tem dado suporte aos preços futuros da Bolsa de Chicago. Mesmo com notícias positivas em relação à safra nova dos EUA, que possui estimativa de bom volume de produção. Já o mercado argentino continua em greve.

Os futuros da soja operam com volatilidade no pregão eletrônico desta terça-feira (18), na Bolsa de Chicago. A oferta apertada no mercado físico norte-americano tem dado suporte aos preços futuros da commodity no curto prazo. As cotações encontram sustentação, apesar das notícias positivas em relação à safra nova dos EUA, que segundo projeções deve ser uma grande produção.

De acordo com o analista de mercado da FCStone, Glauco Monte, os prêmios no mercado interno norte-americano permanecem elevados, situação que representa a firmeza do mercado. Frente a esse cenário, o analista orienta que os produtores que ainda tiverem soja disponível aproveitem o câmbio fortalecido para negociar o produto entre os meses de julho e agosto. E caso a expectativa de uma grande safra nos Estados Unidos se confirme com o clima favorável no país, os preços podem recuar no segundo semestre.

Já em relação à safra nova, o analista destaca que uma produção cheia norte-americana e uma área grande no Brasil a oferta deverá ficar mais confortável. “Sem quebras na produção dos EUA, e com uma situação mais confortável na oferta acho que hoje os preços na faixa de US$ 13/bushel, os agricultores devem aproveitar as cotações, especialmente, os preços em reais que são bem atrativos”, afirma Monte.

Milho – Ainda na visão do analista, o mercado do cereal no Brasil sofrerá os impactos da grande produção dos Estados Unidos. No entanto, a safra norte-americana só entrará no mercado a partir do final do mês de setembro. Diante deste quadro, Monte sinaliza que os produtores rurais brasileiros terão oportunidades de participar do mercado mundial e aproveitar o câmbio. “Acredito que os preços da safrinha irão melhorar”, finaliza o analista.

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Por:
João Batista Olivi/Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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