DA REDAÇÃO: Colheita do milho safrinha avança em Sorriso (MT), mas preços não atingem bons patamares
Em Sorriso (MT) a colheita do milho safrinha começou efetivamente nesta última segunda-feira (17). A área plantada na região foi um recorde, com 480 mil hectares. Os produtores fizeram grandes investimentos acreditando em uma boa rentabilidade.
A produtividade dessa safra também deve alcançar bons níveis, mas talvez não alcance os números do ano passado, de 110 sacas por hectare. O maior problema dos agricultores da região é a logística, uma vez que os fretes são muito caros, fazendo com que os preços do milho praticamente não cubram o custo de produção.
As entidades do estado, como a Aprosoja e a Famato, já vinham alertando o Ministério do Transporte e o Ministério da Agricultura com relação à logística, mas nada foi feito. O milho do MT tem que ir para os portos de Paranaguá e Santos de caminhão, o que acaba com o lucro dos produtores.
Até o momento o preço da saca está entre R$ 11,20 E R$ 11,50, margem ruim para o produtor, que este ano investiu muito em tecnologia, adubos e materiais, acreditando que a safra atingiria os mesmos preços do último ano. “O frete é muito caro e faz com que os preços nesses patamares praticamente não cubram o custo de produção. Um preço de equilíbrio seria R$ 15,00 por saca, para cobrir os custos e deixar uma margem razoável para continuar a atividade”, afirma o Presidente do Sindicato Rural de Sorriso, Laércio Pedro Lenz.
Segundo Laércio, os produtores precisam que o governo entre com um preço um pouco melhor, comprando nos leilões de opção e aumentando o valor: “O governo comprou milho em torno de R$ 15,40/saca, mas o agricultor tem que pagar o prêmio, a taxa de comercialização e a armazenagem, sobrando R$ 12,50, que será recebido a partir de setembro. Assim é melhor vender a vista por R$ 11,50/saca do que receber R$ 12,50 no fim do ano, então o governo precisa ajustar esse preço”.
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