DA REDAÇÃO: No mercado interno, preços da soja devem subir ainda mais

Soja: em MT restam apenas 15% da safra nas mãos dos produtores e quem pode, está evitando vender mesmo com as últimas altas nos preços. Volume seria insuficiente para atender demanda interna e externa no segundo semestre.
Publicado em 27/06/2013 11:27 | Atualizado em 27/06/2013 13:15

Nesta quinta-feira (27) a soja na Bolsa de Chicago trabalha com ganhos, mas não muito expressivos, em torno de 3 a 8 pontos nos principais vencimentos. O milho tem pouca movimentação, com a maior parte dos contratos no vermelho, caindo de 1 a 2 pontos. O trigo, ao contrário dos últimos dias, trabalha no azul, com altas em torno de 2 a 3 pontos.

Nos últimos dias o mercado tem se movimentado pouco, provavelmente, esperando a divulgação do relatório do USDA nesta sexta-feira (28). Segundo o Diretor do Simconsult, João Birkhan, os números não devem ter grandes alterações se comparados ao último relatório divulgado.

No mercado interno, a oferta de soja é reduzida e os produtores também seguram um pouco as vendas. “O produtor brasileiro tem o costume de fazer a sua poupança em produto, dificilmente ele vende para colocar dinheiro no banco. Quando ele não precisa de dinheiro, deixa o produto guardado”, afirma Birkhan.

No Mato Grosso (MT) os produtores ainda têm cerca de 15% de soja guardada, que deveria durar até fevereiro, quando entra a próxima safra. Birkhan acredita que, com o produto escasso, mais para frente, os preços vão subir ainda mais.

Em Sorriso (MT) o preço está a R$ 55,50/saca, o que é um bom preço, no entanto o Diretor do Simconsult aconselha a não vender apenas para colocar dinheiro no banco.

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