DA REDAÇÃO: Soja – Mercado encerra sessão em terreno misto, após números do USDA

Grãos: Na soja, USDA traz estimativa de 31,45 milhões de hectares, número levemente abaixo da estimativa anterior. Não houve muita migração de milho para soja. Queda maior está sendo no milho, enquanto trigo também é pressionado por essa queda. Mercado foca questão de clima favorável que poderá fazer com que no segundo semestre a safra seja maior. Números não ficam muito longe do que mercado já estava antecipando.
Publicado em 28/06/2013 13:28 | Atualizado em 28/06/2013 17:03

As cotações futuras da soja e milho encerraram o pregão regular desta sexta-feira (28) do lado negativo da tabela. Na oleaginosa, apenas o contrato julho/13 fechou o dia do lado positivo da tabela cotado a US$ 15,64 com alta de 16 pontos. Os demais vencimentos registraram perdas entre 1,50 e 17,50 pontos. Os futuros do cereal exibiram perdas entre 25,00 e 27,50 pontos.

Ainda hoje, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou novo relatório de estoques trimestrais e área plantada para esta temporada. Os números vieram próximos das expectativas do mercado fator que pesou sobre as cotações na Bolsa de Chicago.

O USDA reportou os estoques trimestrais de soja em 1º de junho em 11,84 milhões de toneladas, contra 12 milhões de toneladas estimadas pelo mercado. Já área plantada com o grão foi projetada em 31,45 hectares. O mercado aguardava 31,58 milhões de hectares.

Segundo o analista de mercado Steve Cachia, a situação demonstra que não houve número expressivo de produtores norte-americanos migrando do cultivo do milho para a soja. No início do plantio, as chuvas excessivas e baixas temperaturas atrasaram significativamente a semeadura de ambas as culturas nos EUA. Diante desse cenário, havia a expectativa que houvesse uma migração dos agricultores.

No caso do milho, o departamento norte-americano apontou a os estoques domésticos em 70,21 milhões de toneladas frente as 72,54 milhões de toneladas esperadas pelo mercado. A área plantada foi projetada em 39,42 milhões de hectares. A estimativa do mercado era de 38,58 milhões de hectares.

O analista destaca que o mercado do cereal foca as previsões climáticas favoráveis para o desenvolvimento das lavouras, que pode resultar em uma grande produção, apesar da queda na área cultivada. “Sabemos que o pessoal compra no boato para vender no fato, então é isso que acontece. Aproveitam hoje para liquidar, pois não houve surpresas no relatório do USDA”, afirma Cachia.

Já os futuros do trigo encerraram a sessão desta sexta-feira (28) com quedas de dois dígitos. O analista aponta que os preços foram pressionados pela baixa do mercado do milho. “Nos últimos meses a oferta vem diminuindo em relação à expectativa anterior, mas é um fato absorvido pelo mercado. E como não houve surpresas, o milho acaba tendo uma pressão psicológica sobre os preços do trigo”, ratifica o analista.

Paralelo a esse cenário, o mercado ainda encontra suporte na oferta restrita nos Estados Unidos. No entanto, caso o clima seja favorável ao desenvolvimento das lavouras no país, a expectativa é de preços mais baixos no segundo semestre. “Se o clima se normalizar, o comprador lá fora tende a empurrar as compras mais para frente, que com o tempo bom nos EUA os preços podem voltar a ficar pressionados, como já sinaliza os contratos mais longos”, explica Cachia.

Diante desse quadro, os produtores brasileiros devem estar atentos aos preços em Chicago e ao dólar, uma vez que os preços podem apresentar repiques de preços e os agricultores não devem desperdiçá-los, alerta o analista.

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Receba em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Seguir canal

0 comentário