DA REDAÇÃO: Nesta terça-feira (2), mercado em Chicago registra ligeira recuperação após fortes perdas

Grãos: Mercado tenta registrar ligeira recuperação após as fortes perdas dos últimos dias por conta do último relatório de área e estoques do USDA. Fundamentos permanecem os mesmos, porém, proximidade do feriado de 4 de julho nos EUA reduz o ânimo dos investidores.
Publicado em 02/07/2013 10:52 | Atualizado em 02/07/2013 12:56

Nesta terça-feira (2) os preços da soja e do milho reagem na Bolsa de Chicago após uma forte baixa ontem (1). O mercado faz uma pequena correção nos preços depois do relatório de estoque e área do USDA, divulgado na última sexta-feira (28). Ainda esta semana, na próxima quinta-feira, dia 4, é feriado nos EUA e o mercado não funcionará, então especuladores fazem um movimento de recompra nesse momento.

“O mercado precificou o fundamento muito bem depois do relatório de sexta, agora o mercado não cai de forma permanente, tem um movimento de realização, principalmente do lado especulador. O mercado se previne em função de algumas surpresas climáticas, já que a bolsa não funcionará normalmente nos próximos dias, então há um movimento de zeragem de posição vendida”, afirma o operador de mesa, Flávio Oliveira.

Após o feriado norte-americano, o foco do mercado é o clima. No momento não há previsão de ameaças climáticas como no último ano, a previsão é de clima úmido e temperaturas quentes, mas não tão quentes como em 2012 no mesmo período no cinturão de produção. Nesta última segunda-feira (1), o relatório de condição de lavoura mostrou 67% das plantações de milho e soja em condições boas ou excelentes, um nível bastante razoável em relação ao ano passado, quando houve um período de seca.

Flávio diz que a expectativa do mercado é que até meados de julho 70% das lavouras estejam em condições boas ou excelentes, o que aumentará os índices de produtividade: “A expectativa é de um mercado calmo em relação a alta de preços, tentando buscar estabilidade frente a previsão de uma safra de soja norte-americana grande e sem ameaças climáticas no momento”.

No mercado interno não há muitos negócios acontecendo, a valorização do câmbio tem ajudado na formação de preços, mas levando em conta o tamanho da safra de soja dos EUA e o tamanho que foi a safra brasileira, não há uma expectativa de preços melhores do que os praticados no momento. Flávio aconselha aos produtores que vendam e aproveitem os preços invertidos em Chicago, em que os vencimentos mais curtos têm preços maiores.

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