DA REDAÇÃO: Em Ipuaçu (SC), Funai quer ampliar reserva indígena em 700 hectares onde vivem 62 famílias de produtores rurais

Cerca de 60 famílias de Abelardo Luz (SC) que sobrevivem da agricultura familiar em uma área de 700 hectares têm sua posse ameaçada pela ampliação da reserva indígena Xapecó pela Funai. Produtores estão dispostos a não ceder as terras a qualquer custo.
Publicado em 05/07/2013 13:10 | Atualizado em 05/07/2013 15:19

Em Ipuaçu (SC), na região de Abelardo Luz, 62 famílias que vivem da agricultura enfrentam um momento de angústia com a possibilidade de perder as suas terras. Na região existe uma reserva indígena Xapecó de 16.500 hectares e a Funai quer ampliá-la em mais 700 hectares, área que abrange as terras da agricultura familiar.

As famílias possuem essas terras a mais de 50 anos e sobrevivem com a produção de leite, milho, feijão e arroz em 700 hectares. Dos 16.500 hectares da reserva indígena, apenas 5 mil são cultivados e a Funai ainda quer ampliar a área. Segundo o Diretor do Sindicato Rural de Abelardo Luz, Sérgio Dalbem, representantes da Funai e do Cimi chegaram as propriedades durante a noite e marcaram as terras as escondidas.

Nesta última quinta-feira (4), os proprietários se reuniram e pediram para que os representantes se retirassem do local, uma vez que eles impediriam as demarcações. Com o acerto, as medições foram interrompidas, apesar de metade da área já ter sido medida, com marcos à 20m de distância das casas dos agricultores.

“Existe um processo, que ainda tramita no Tribunal Regional Federal de Porto Alegre (RS), mas que já existe uma sentença afirmando que a reserva indígena não pode ser ampliada porque na região nunca houve índios e também porque os proprietários têm as escrituras das terras”, afirma Dalbem.

Os agricultores contataram os deputados da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), que intervieram junto ao Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o qual afirmou que os procedimentos demarcatórios estão suspensos em toda região Sul. Ainda que de forma informal, com a suspensão, a Funai parou as demarcações desde ontem (4) e os agricultores continuam o seu trabalho, apesar insegurança quanto a situação.

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2 comentários

  • CARLOS ANTONIO ANATRIELLO Pirangi - SP

    Não podem deixar invadir nada. Taquem fogo nos equipamentos, carros desses vagabundos e mostrem para o Brasil que corre sangue nas veias dos agricultores. Tem que expulsar por bem ou por mal. Desculpem o desabafo mas é muito triste ver um irmão agricultor chorando e se lamentando de perder tudo o que construiu na sua vida sem poder sequer dar um futuro aos filhos, é muito revoltante.

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  • Edison tarcisio holz Terra Roxa - PR

    doce de chumbo nesses caras

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