DA REDAÇÃO: Sem preocupações climáticas, soja encerra com a maioria dos vencimento em baixa na Bolsa de Chicago

Soja: clima favorável ao desenvolvimento das lavouras nos EUA e mau humor do mercado financeiro internacional fazem contratos mais longos perderem mais de 20 pontos na volta do feriado.
Publicado em 05/07/2013 16:58 | Atualizado em 05/07/2013 19:38

Nesta sexta-feira (5) a soja na Bolsa de Chicago encerrou com cotações negativas na maior parte dos vencimentos, com quedas de mais de 20 pontos para setembro e março. O vencimento julho encerrou com ganhos pequenos de 4,5 pontos, a US$ 15,88/bushel.

De acordo com Mário Mariano, analista da Novo Rumo Corretora, as baixas nos vencimentos mais longos se devem ao clima: “O mercado climático não está interferindo de modo a trazer preocupações no desenvolvimento das lavouras de soja nos EUA, então é provável que a queda nas cotações aconteça por mais 2 ou 3 semanas ainda até que tenhamos novas previsões meteorológicas indicando alguma ameaça climática para a segunda parte do mês de julho até os primeiros 10 dias de agosto. Enquanto isso não acontecer, o clima manterá a perspectiva de uma safra de 92 milhões de toneladas”.

Também contribuiu negativamente para as commodities agrícolas como um todo o aumento das taxas de juros nos títulos de 30 anos nos EUA e alta do câmbio.

Os valores futuros para a soja, no momento, não atraem os produtores a realizar novas vendas, já que os preços estão baixos e os custos de produção elevados. Mário aconselha aos produtores que acompanhem as informações climáticas e de demanda e vendam em alguma situação favorável em curto prazo: “Algumas altas aconteceram na semana passada e nesta semana, nesses momentos a decisão de venda deve ser tomada, já que em médio e longo prazo não há perspectiva de melhora dos preços futuros para a safra brasileira, porém é possível que ao longo dos dias algum fator climático indique ameaça e a situação mude”.

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