DA REDAÇÃO: Café – À espera de políticas por parte do Governo, cafeicultores amargam preços baixos

Café: Governo libera recursos para produtores de milho, mas café continua sem novidades. Segundo cafeicultor, setor está esquecido pelo governo. Falta de união do setor para organizar movimentos em prol da causa, afeta a produção e os empregos gerados pelo grão.
Publicado em 08/07/2013 13:12 | Atualizado em 08/07/2013 17:53

Nesta segunda-feira (8), o Governo liberou R$ 700 milhões para sustentar os preços do milho no mercado interno brasileiro. Enquanto isso, os cafeicultores enfrentam uma crise no setor com os preços baixos do grão e falta de políticas públicas para o setor. O preço mínimo fixado pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), em R$ 307,00 a saca de café arábica, está aquém dos custos de produção.

De acordo com o cafeicultor de Varginha (MG), Marcos Paiva Foresti, o Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor) já era para ter sido anunciado pelo Governo. “A cafeicultura gera inúmeros empregos e estamos jogados às traças. Olha a comparação, é uma tragédia no Sul de Minas Gerais”, destaca.

Por outro lado, o cafeicultor ainda destaca a falta de união do setor, que apesar de ter realizado a paralisação na semana anterior em Três Pontas (MG) contra os baixos preços do café, nenhuma medida foi divulgada para os produtores rurais. “Temos que nos unir, planejar e fechar as portas das cooperativas, ir à Brasília caso seja necessário”, afirma o cafeicultor.

Diante desse cenário, as cooperativas de crédito da região estão sem recursos para emprestar aos agricultores que precisam para iniciar a colheita da temporada 2013. “Vamos ter que vender o produto barato entre R$ 260,00 e R$ 255,00 a saca, sendo que o preço mínimo é de R$ 307,00. O café de primeira qualidade é negociado a R$ 380,00 a saca, em contrapartida o café de varreção é comercializado a R$ 230,00”, finaliza Foresti.

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Receba em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Seguir canal

0 comentário