DA REDAÇÃO: Soja – Demanda firme dá sustentação aos preços futuros em Chicago
Nesta terça-feira (9), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago operam com altas expressivas. Por volta das 15h30 (horário de Brasília) as principais posições da commodity registravam ganhos entre 4,00 e 22,25 pontos. As negociações também são positivas para os futuros do milho e do trigo, que no mesmo horário, apresentavam ganhos entre 12,25 e 14,50, respectivamente.
Segundo o consultor de mercado da SIMConsult, Liones Severo, o mercado tem uma consistência forte pela demanda que tem sido o orientador de preços. E a expectativa é que a demanda continue exercendo pressão positiva sobre as cotações, uma vez que a produção tem sido muito pequena em relação ao consumo.
Além disso, o consultor destaca as condições climáticas nos Estados Unidos ainda são incertas e que três estados estão sendo prejudicados pelo clima e cinco estão em boas condições. “No centro norte do cinturão produtor há problemas com a seca e a parte leste tem dificuldades com excesso de umidade e chuvas previstas”, afirma Severo.
Para os vencimentos referentes à safra nova norte-americana, a tendência é de preços firmes, uma vez que cotações abaixo de US$ 13/bushel há a retomada da demanda, conforme sinaliza o consultor. “A demanda é forte e como os fundos e estavam vendendo a safra nova porque seria uma grande safra estão se cobrindo agora. O suporte dos preços deverá ficar entre US$ 13 e US$ 13,50/bushel, as cotações não devem ficar abaixo, pois ativaria a demanda e não teremos como atingir. O intervalo deve ficar entre US$ 13,50 e US$ 15,50/bushel”, diz o consultor.
No Brasil, há os problemas com os custos logísticos, o prêmio está mais caro e grande parte das exportações de soja já foi embarcada, o que arrefece o ânimo dos compradores, relata Severo.
Milho – A expectativa é que as cotações do cereal ao redor de US$ 7,50/bushel. “O milho nos EUA é escasso, prêmios no mercado interno norte-americano estão US$ 1,80 acima dos preços de Chicago. Acredito que teremos boa oportunidade de vender o nosso milho, o problema é que está cedo e nossa logística é prejudicada”, relata Severo.
Greve – Na visão do consultor, as greves são baixistas para o setor, já que as indústrias e traders param de comprar os produtos, o que deprecia os preços. “Em relação à Argentina não tem contribuído muito para o mercado, uma vez que exporta pouco e este ano está em contenção pelo problema cambial e não vai fazer tanta diferença no mercado”, acredita o consultor.
2 comentários
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Liones Severo Porto Alegre - RS
Não são 3 estados mas 13 Estados americanos que estão com problemas climáticos. A oferta/produção até estar definida é apenas uma ´hipótese`, enquanto que a demanda é um ´fato`. Já respondendo ao amigo Mário Tonol, os preços já são excelentes mas se voce quiser arriscar tem boas changes de ganhar mais. A dinamica de mercado não oferece estabilidade, isto é, para alta ou para baixa. Entendo que existe uma certa exaustão nos preços atuaís. com dificuldades de vencer uma nova escalada de alta. Talvez seja o momento de sair de suas posições (vender). O limite emite sinais e estamos acompanhando isto há algumas semanas, o restante é risco de melhor preço ou igual aos atuais. abraços
Mário Tonol Cruz Alta - RS
Boa tarde prezado Liones! O senhor fala em "final de campanha", isto significa que até começar a colheita da safra dos EUA são estes os preços que temos para a soja da safra 2012/13?
Abçs!!