DA REDAÇÃO: Aplicação da vespinha Trichogramma por meio de aviões será testada no MT

A lagarta helicoverpa já se espalhou por diferentes culturas no país e a aplicação de inseticidas não é eficaz no combate da praga. Uma nova alternativa aos produtores rurais é o controle biológico por meio da vespinha Trichogramma. A Embrapa está desenvolvendo uma tecnologia para que a vespinha seja aplicada por aviões em grandes áreas.
Publicado em 10/07/2013 14:22 | Atualizado em 11/07/2013 10:50

As pragas são um problema nacional que afetam diversas culturas. A lagarta helicoverpa já está presente em várias lavouras, como o algodão, a soja, o milho, o feijão e também nas hortícolas. Apenas o controle químico não está sendo eficaz no controle da lagarta, uma vez que o veneno aplicado por cima das lavouras não atinge a parte de baixo das plantas, onde a lagarta está. Pesquisadores recomendam o controle biológico.

“Os insetos apresentam características importantes que dificultam o controle, como a grande capacidade de se multiplicar e a aquisição de resistência a diversos tipos de inseticidas químicos, com isso a população de insetos se explode com muita rapidez em qualquer lugar”, afirma Ivan Cruz, pesquisador da Embrapa.

Existe uma vespinha, chamada de Trichogramma, um inseto com menos de 1milímetro de comprimento, que coloca o próprio ovo dentro do ovo da helicoverpa, completando todo o seu ciclo lá dentro e evitando que aconteça a eclosão da lagarta. Esse controle biológico por meio do Trichogramma já é conhecido por muitos produtores rurais e aplicado em várias culturas pequenas. No entanto, a Embrapa está desenvolvendo agora uma tecnologia para aplicar a vespinha por meio de aviões, com isso aplicação seria mais rápida e poderia ser realizada em grandes áreas.

Segundo Ivan, no final do mês de julho ou início de agosto, no estado do Mato Grosso (MT), será feito o teste para aplicação do Trichogramma por meio de aviões: “Já sabemos que a tecnologia funciona, vamos testar apenas a possibilidade de aplicação em grandes áreas com aviões. Fizemos parcerias com a Aprosoja, com unidades de pesquisa, com produtores rurais e com empresas que já comercializam a vespinha e esperamos que em curto espaço de tempo essa tecnologia possa ser aplicada em todo o país”.

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