DA REDAÇÃO: Soja – Clima adverso nos EUA dá suporte aos preços futuros em Chicago

Grãos: Previsões climáticas indicando aumento na temperatura e volume menor de chuvas nos EUA dão suporte aos preços futuros na Bolsa de Chicago. Em longo prazo, a expectativa é o clima volte à normalidade. No curto prazo, nível de estoques ajustados e demanda por esmagamento aquecida no país também contribui para sustentar cotações.
Publicado em 15/07/2013 13:38 | Atualizado em 15/07/2013 15:56

No pregão regular desta segunda-feira (15), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago operam em alta. Por volta das 15h28 (horário de Brasília), as principais posições da commodity registravam ganhos entre 6,50 e 23,50 pontos. Em contrapartida, os futuros do milho e trigo trabalham do lado negativo da tabela, com perdas entre 9,25 e 11,75 pontos, respectivamente.

A principal variável que tem movimentado as cotações no mercado de commodities agrícolas nas últimas sessões tem sido as perspectivas climáticas, segundo afirma o analista de mercado da Jefferies, Stefan Tomkiw. O mercado ainda foca o clima, já que as condições podem afetar o desenvolvimento das lavouras norte-americanas.

“No caso do milho, a segunda quinzena de julho será importante para o desenvolvimento e na soja o período mais importante é o mês de agosto. Nesses períodos, é preciso um padrão de clima mais regular e temperaturas dentro de uma média”, afirma o analista.

Na última semana, as condições climáticas apontando para temperaturas acima da média e menor volume de chuvas contribuíram para dar suporte aos preços em Chicago. Hoje, as previsões indicam um aumento nas temperaturas nos próximos cinco dias, fator que também sustenta as cotações futuras.

Entretanto, no final do mês de julho a expectativa é que haja uma normalidade das condições climáticas no país. “E de certa regularidade nas chuvas, e isso é visto como um padrão favorável para as lavouras”, destaca Tomkiw. Além disso, no curto prazo, o mercado ainda encontra suporte na estreita relação entre a oferta ajustada no mercado norte-americano diante de uma demanda por esmagamento aquecida.

“Agora a pouco tivemos a divulgação dos números do Nopa (Associação Norte-Americana de Processadores de Óleos Vegetais) que indicou o esmagamento de soja em junho deste ano em 3,24 milhões de toneladas. Número maior do o calculado para não extrapolar a estimativa de esmagamento que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) tem para a safra velha”, explica o analista.

Paralelo a esse cenário, Tomkiw ainda sinaliza que houve uma inversão das posições dos fundos de investimentos. Com a expectativa de preços melhores na soja, os investidores venderam posições em milho e compraram em soja.

Milho – No mercado do cereal, a grande perspectiva de grande safra nos Estados Unidos continua pressionando negativamente os preços. A produção norte-americana ainda dependerá das condições climáticas, porém os mapas indicam padrão climático favorável ao desenvolvimento das lavouras. “A perspectiva é preços menores, mesmo com a demanda atuando forte nos contratos da safra nova. Foco de precificação do mercado, neste momento, está na definição do volume da oferta e depois a demanda”, ressalta Tomkiw.

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