DA REDAÇÃO: Fundamento de oferta apertada e demanda muito aquecida sustentam expressivas altas em Chicago

Soja: Escassez de produto norte-americano frente a uma demanda ainda muito aquecida volta a sustentar os preços em Chicago. Prêmios nos portos dos EUA estão elevadíssimos. Para os brasileiros, sinais são positivos para a elevação dos preços para a safra nova.
Publicado em 15/07/2013 18:55 | Atualizado em 15/07/2013 19:46

As cotações futuras da soja terminaram a sessão desta segunda-feira (15) com boas altas na Bolsa de Chicago. Os primeiros vencimentos, agosto e setembro/13 subiram, respectivamente, 24,75 e 16,25 pontos. A escassez de soja nos Estados Unidos frente a uma demanda muito aquecida foi o principal fator de estímulo positivo para os preços na sessão. O mercado voltou, novamente, seus olhos para os fundamentos e registrou um pregão com bons ganhos. 

Segundo o consultor da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o fundamento principal para o mercado que está na estreita relação entre uma oferta muito apertada e uma demanda ainda muito aquecida, principalmente por parte da China, dá fôlego para as expressivas altas no mercado internacional, assim como favorece o mercado interno brasileiro.

Nos portos norte-americanos, os prêmios estão muito altos, confirmando assim uma demanda muito forte. Semanalmente, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) tem anunciado vendas grandes e contínuas, especialmente para atender o consumo asiático. 

Para os brasileiros, o cenário é muito positivo, pois, diante das cotações atuais do dólar estarem mais altas, a expectativa dessa demanda continuar forte, assim como a produção mundial de grãos não ser suficiente para atendê-la, favorece a comercialização tanto de quem soja disponível da safra 2012/13 como da temporada a ser planejada. Assim, o consultor indica vendas compassadas para que o agricultor brasileiro, neste momento, garanta ao menos o custo investido na sua produção. 

Já o mercado internacional do milho passou por uma sessão que poderia terminar positiva, mas não teve fôlego para se manter em alta na CBOT. Se por um lado o anúncio pelo USDA de novas compras chinesas no início do dia poderia sustentar as cotações, do outro, ao final da sessão, em seu novo relatório de acompanhamento de safra, o departamento diminuiu a qualidade das lavouras norte-americanas nesta última semana.  

 

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